Fraude na merenda

MP pede regularização na merenda escolar de Rosário, no MA

Desde fevereiro, estudantes não recebem alimentação nas unidades escolares da rede municipal.
Imirante.com14/06/2016 às 19h52
MP pede regularização na merenda escolar de Rosário, no MAO município de Rosário localiza-se a 67 Km de São Luís. (Arte: Imirante.com)

ROSÁRIO – O Ministério Público do Maranhão (MPMA), solicitou desde o dia 7 de junho, uma Ação Civil Pública com pedido de obrigação de fazer (ACP), que a rede municipal de educação de Rosário regularize o fornecimento de merenda escolar aos alunos, que estava interrompido desde fevereiro deste ano.

O MPMA pede ainda que o prefeito da cidade, Irlahi Linhares Moreira, regularize o serviço em cinco dias. A manifestação, de autoria da titular da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca, Maria Cristina Lima Lobato Murillo, foi motivada por denúncia de vereadores do município, relatando que os estudantes não recebem merenda nas unidades escolares de Rosário desde fevereiro deste ano.

A distribuição de merenda escolar na rede pública está prevista na Constituição Federal, Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, mais conhecida como ECA) e Lei nº 11.947, de 16 de junho de 2009.

Recursos suficientes

Após inspeções realizadas em três escolas do município (Unidade Escolar Bom Jesus, Unidade Integrada Salustiano Santos e Unidade Integrada Henrique Rocha), o MPMA constatou a veracidade do relato dos parlamentares.

O Ministério Público verificou, ainda, no que se refere ao exercício de 2015/2016, a existência de recursos suficientes na conta bancária do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) para viabilizar a distribuição da merenda escolar aos alunos.

Por meio do secretário de Educação, Joaquim Francisco de Sousa Neto, a Prefeitura de Rosário alega que a interrupção no fornecimento da merenda nas escolas é justificada pela ocorrência de problemas no processo de licitação para adquirir a alimentação.

Para a representante do MPMA, o Município de Rosário está desprezando preceitos legais, comprometendo não só o aprendizado dos alunos como também a permanência na escola. “A demora no processo licitatório não pode servir como desculpa para privar os estudantes do fornecimento da merenda escolar”, afirma a promotora de justiça.

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