Números

Focos de incêndio no estado diminuem 55% em relação a mesmo período em 2020

Tendência também foi observada em territórios indígenas, com número de queimadas registradas menor em mais de 90%; dados foram disponibilizados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais

Kethlen Mata/ O Estado

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h15
Queda no número de focos de queimadas no Maranhão, em relação ao ano passado, foi percebida
Queda no número de focos de queimadas no Maranhão, em relação ao ano passado, foi percebida (QUEIMADA)

São Luís – O número de focos de incêndio no Maranhão diminui, consideravelmente, em relação ao mesmo período do no passado (1º a 14 de setembro), exatamente 55,6%. O dado é do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Em 2020, foram registrados 2.655 focos de queimadas, enquanto este ano, 1.185 pontos em todo o estado. O município de Alto Parnaíba lidera o ranking com 132 notificações (11,1%).

Segundo o Boletim de Monitoramento de Queimadas no Maranhão, realizado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema), as queimadas são práticas primitivas, realizadas principalmente para o manejo e limpeza de áreas para utilização na agricultura e pecuária. Essa prática pode resultar em incêndios florestais e inúmeros impactos para o meio ambiente. As queimadas poluem o ar, contribuem para o aquecimento global e mudanças climáticas, alteram o ciclo hidrológico, ocasionam a perda de vegetação, perda de nutrientes do solo, desertificação, provocam a morte de animais, entre outros.

Para a meteorologista Andréa Cerqueira, a queda observada não tem relação com as condições meteorológicas. “Não tem nada de extraordinário acontecendo que possa justificar essa diminuição do ponto de vista da meteorologia. Pode ser que outros fatores estejam acontecendo, como diminuição da queima intencional”, explicou.
Para o também meteorologista, Hallan Cerqueira, esse comportamento está relacionado com as chuvas deste ano. “O comportamento das chuvas foi melhor distribuído ao longo do estado”, destacou.

Terras indígenas
A diminuição no número de queimadas nos 14 primeiros dias de setembro, em comparação com esse mesmo período de tempo em 2020, também foi observada nas terras indígenas do estado, inclusive, em maior proporção.
Em 2020 foram 404 focos de incêndio, já em 2021 o INPE registrou apenas 15 focos, ou seja, uma redução de 91,5%.

Cidades e Biomas
O município de Alto Parnaíba, localizado no extremo sul do estado, lidera a lista com 132 focos de incêndios (11,1%), seguido por Balsas e Loreto, respectivamente. Vale ressaltar, que Mirador – o 4° maior em extensão territorial, localizado a 485 Km da capital –, em 2020, era o município com mais focos de incêndio. Agora a cidade se encontra em 4ª posição no ranking.

Dividindo por biomas, o Cerrado é mais afetado no Maranhão e representa 83,9% do total de focos de incêndio em todo o estado, vindo logo após o bioma Amazônia com 184, e depois a Caatinga com apenas 7 focos.

Unidades de Conservação
A queda continua em unidades de conversação estaduais e federais. No caso das reservas estaduais, em 2020 foram 25 focos. No mesmoperíodo, em 2021,foram 15 focos. Em unidades federais a diminuição é ainda mais visível, de 85 casos no ano passado, o número caiu para 36 em 2021.

SAIBA MAIS

Como denunciar?

Para realizar denúncia sobre incêndio florestal ou queimadas sem autorização do órgão ambiental entre em contato com a Ouvidoria da SEMA (98) 3194-8900 – ramal 8910. Em caso de emergência contate 193 – Corpo de Bombeiros.

NÚMEROS

  • 2.655 focos em 2020
  • 1.185 focos em 2021

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