Cidades | Espécie em extinção

ICMBIO atende após a morte de mais um peixe-boi no Maranhão

Essa é a segunda ocorrência de encalhe de peixe-boi marinho, espécie que está em extinção, no Maranhão no primeiro trimestre deste ano; dessa vez o caso aconteceu no município de Guimarães
Com informações da assessoria 20/04/2021 às 10h46
ICMBIO atende após a morte de mais um peixe-boi no MaranhãoDivulgação

São Luís - Na última sexta-feira, dia 10 de abril, uma equipe do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) se deslocou para o município de Guimarães para atender a ocorrência de um peixe-boi marinho encontrado morto na Praia de Itapiranga, no município de Guimarães/MA.

O local do encalhe fica no entorno da Reserva Extrativista de Itapetininga, uma das Unidades de Conservação Federais gerida pelo ICMBio São Luís. A ação coordenada pela bióloga e analista ambiental do ICMBio, Laura Reis, contou com a presença do secretário de Meio Ambiente de Guimarães, César Ribeiro, entre outros servidores da secretaria e moradores da comunidade.

O peixe-boi marinho foi encontrado em um local de difícil acesso, avistado pelo pescador artesanal, José Itamir, conhecido como Seu Pixuca, na terça-feira, dia 07 de abril, que de imediato entrou em contato com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente do município de Guimarães por meio do técnico em Meio Ambiente, José Francisco Cardoso.

Por se tratar de uma espécie ameaçada de extinção, o ICMBio São Luís foi acionado e deslocou uma equipe até o local. Esta iniciativa é fruto das articulações e trabalho de gestão do ICMBIO São Luís junto aos governos municipais, visando uma cooperação na busca de conservar o território.

Durante a ocorrência, após verificação inicial, concluiu-se que se tratava de um indivíduo adulto, do sexo feminino, com aproximadamente 3,10 metros de comprimento e em avançado estágio de decomposição. Foram feitos registros fotográficos do animal, medições da carcaça e captura de coordenadas geográficas do local. O material biológico do peixe-boi marinho foi coletado e encaminhado para o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA/ICMBio), órgão que coordena, executa e promove estudos, projetos e programas de pesquisa e manejo para conservação de mamíferos aquáticos, atuando principalmente sobre as espécies ameaçadas e migratórias, para posterior caracterização e sequenciamento genético.

Para líder da Área Temática da Gestão do Conhecimento e Monitoramento da Biodiversidade do ICMBio São Luís, Laura Reis, a parceria e o apoio dos moradores das Comunidades, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e do CMA/ICMBio, são extremamente importantes em atividades como esta.

“Sozinhos não conseguiríamos monitorar a biodiversidade da região. Em conversa com os moradores da Comunidade de Itapiranga, por exemplo, foi mencionado que em outros locais há ocorrência do peixe-boi marinho, o que reforça ainda mais a importância do conhecimento local para direcionar ações futuras de pesquisa com a espécie na região”, enfatiza a bióloga.

Segundo caso

Essa é a segunda ocorrência de encalhe de peixe-boi marinho no Maranhão em menos de três meses. No dia 23 de janeiro, o ICMBio São Luís realizou atendimento à um peixe-boi marinho recém-nascido encontrado morto no interior da Reserva Extrativista da Baía do Tubarão, localizada no município de Humberto de Campos.

Para gestora do ICMBio São Luís, Karina Teixeira, as análises da causa da morte e o trabalho de monitoramento da espécie ameaçada de extinção são ações que implicam diretamente na manutenção do peixe-boi marinho na costa amazônica maranhense.

“Mesmo que o animal seja encontrado fora dos limites da Unidade de Conservação, ou seja, na zona de amortecimento, como aconteceu nesta última ocorrência, a nossa atuação é fundamental. Por isso, a gestão vem se esforçando para viabilizar e estruturar esses atendimentos, cooperando com as Secretarias Municipais do Meio Ambiente, promovendo campanhas de educação ambiental, visando a conservação do peixe-boi marinho, o que tem proporcionado uma confiança da sociedade”, destaca.

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