Política | Covid-19

Leitos: Governo diz que fornecedores não atendem demanda do Estado

Desde junho de 2020 até janeiro deste ano mais da metade dos leitos Covid-19 foram fechados no estado; Dino afirma que empresas privadas não conseguem atender a demanda do Estado
Gilberto Léda da editoria de Política10/03/2021
Leitos: Governo diz que fornecedores não atendem demanda do EstadoDivulgação

SÃO LUÍS - O governador Flávio Dino (PCdoB) explicou nesta semana, em entrevista coletiva sobre o panorama da Covid-19 no Maranhão, porque houve fechamento de leitos na rede estadual de saúde e a dificuldade de reabri-los em maior velocidade.

Desde junho de 2020 até janeiro deste ano mais da metade dos leitos Covid-19 foram fechados no estado. A reabertura tem sido mais lenta.

Segundo Dino, o problema é que empresas privadas não conseguem atender à demanda do Estado, por exemplo, por oxigênio, material e insumos médicos.

"Nesse universo criminoso de fake news, há esta ideia de que o Governo do Estado pode abrir leitos indefinidamente: 'Não, a culpa é do governador, porque ele tinha que abrir cinco mil leitos'. Por mim, eu abro, cinco mil leitos, dez mil leitos. O problema é que o setor privado, empresas privadas, que fornecem oxigênio, que fornecem material médico, que fornecem anestésicos, que fornecem insumos de um modo geral, não aguentam. Ou seja: nem que eu queira comprar não tem quem venda", declarou.

Além disso, ainda de acordo com o governador maranhense, a abertura de vagas em hospitais "não é o caminho principal" no combate ao novo coronavírus.

"Precisamos conter a expansão da pandemia, e, para contê-la, expandir leitos hospitalares não é o caminho principal. É um vírus, que se propaga. Assistência hospitalar é consequência da pandemia. E, portanto, nós temos que atacar a raiz, a causa. No Maranhão, nós estamos fazendo a coisa certa, no tempo certo", completou.

Campanha

Apesar da dificuldade com os fornecedores de insumos, o Governo do Maranhão anunciou ontem a abertura de um hospital de campanha na cidade de Imperatriz. A estrutura foi montada no Centro de Convenções da cidade, e é resultado de uma parceria público/privada que conta com a participação do Governo do Estado, da Associação Comercial e Industrial de Imperatriz (ACII) e da Suzano Papel e Celulose.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, são 60 leitos no hospital, sendo 10 deles para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O hospital já entrou em funcionamento e vai reforçar o tratamento de pacientes, em um cenário extremamente delicado para a cidade.

O secretário de Estado da Infraestrutura e gestor do Comitê de Combate ao coronavírus na Região Tocantina, Clayton Noleto (PCdoB), avalia que o momento é de união de forças. “Estamos unindo forças para garantir o melhor atendimento ao paciente e também evitar que haja colapso no sistema de saúde”, afirmou.

Clayton Noleto também lembrou da importância das medidas preventivas, como uso de máscara e álcool gel. “Estamos trabalhando firmes para garantir as melhores condições de atendimento, mas, devido a velocidade de propagação do vírus, nada será suficiente se as pessoas não usarem máscara e álcool e não obedecerem as regras de distanciamento social”, alertou Noleto.

Ações do Comitê

Além da montagem do Hospital de Campanha, o Governo do Estado já realizou outros investimentos na rede hospitalar para fortalecer o combate ao coronavírus em Imperatriz, como ampliação do número de leitos no Hospital Macrorregional Drª Rute Noleto, a entrega de materiais para reforçar a estrutura de saúde na cidade, alas exclusivas para pacientes com Covid-19 no Materno Infantil e auxílio com equipamentos no ambulatório que funcionou como centro de testagem, também no Centro de Convenções, reforçando as ações preventivas na cidade.

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