Cidades | Volta às aulas

Com casos suspeitos de Covid, 20 escolas privadas suspenderam aulas presenciais

Monitoramento está sendo feito pela ASPA-MA; das escolas particulares monitoradas, apenas três já retornaram com suas atividades presenciais; MPMA recomenda prioridade na vacinação dos profissionais da educação
Kethlen Mata/ O Estado11/02/2021 às 00h01
Com casos suspeitos de Covid, 20 escolas privadas suspenderam aulas presenciaisCom casos de Covid-19, escolas particulares estão suspendendo aulas e investindo na higienização (De Jesus / O ESTADO)

São Luís – A Associação de Pais e Alunos de Instituições de Ensino do Estado do Maranhão (ASPA-MA), está monitorando escolas particulares que comunicaram suspensão de aulas presenciais em decorrência de casos suspeitos e confirmados da Covid-19. De acordo com a última atualização da entidade, 20 instituições privadas de ensino já comunicaram a presença de casos da doença e a consequente suspensão dos encontros presenciais. A primeira instituição a divulgar suspensão por 14 dias foi a Escola Crescimento, localizada no bairro Jardim Renascença.

A ASPA-MA também se posicionou a favor da suspensão temporária das aulas presenciais nos próximos dias. “Buscando garantir o direito a saúde e a vida dos educandos e dos demais membros que compõem a comunidade escolar, vem a público orientar que seja suspensa temporariamente a ida dos educandos as aulas presenciais nos próximos dias, até que possamos ter informações concretas por parte das autoridades estaduais que garantam a segurança do retorno ao ambiente escolar”, ressaltou trecho da nota divulgada pela entidade, nesta terça-feira, 9.

Ainda no documento, a ASPA-MA pediu que aos órgãos de saúde que além de realizarem imediata fiscalização para verificação do cumprimento dos protocolos sanitários nas escolas, incluam os profissionais da educação no grupo prioritário para a aplicação da vacina da Covid-19, como também, que seja realizada a testagem dos referidos e de todo o alunado dos estabelecimentos de ensino que deram início ao ano letivo de forma presencial.

O Governo do Estado e Prefeitura Municipal foram questionados sobre uma possível suspensão das aulas presenciais em escolas particulares e sobre, mas até o fechamento desta edição não houve resposta.

Posição do sindicato

O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Maranhão (Sinepe-MA), se manifestou sobre a orientação da ASPA. De acordo com a corporação, somente por decreto do prefeito, do governador do Estado, ou decisão judicial, pode haver suspensão das aulas presenciais.

“Reiteramos que a rede particular de ensino adota rigoroso protocolo sanitário, desde o início da pandemia, elaborado por renomada infectologista e referendado pelas autoridades sanitárias do estado”, afirmou o sindicato em nota divulgada à imprensa.

O Sinepe-MA ressaltou ainda que associações representativas dos pais não poder servir para repassar à sociedade e ao poder público a “falsa impressão” de que os pais querem que aulas presenciais sejam suspensas.

“De modo contrário, o que se observa no dia a dia das escolas é a vontade inequívoca das famílias em manter seus filhos nas aulas presenciais, referendando, portanto, a opinião a dezenas de educadores, médicos pediatras, psiquiatras, psicólogos e pedagogos que veem o ambiente escolar como insubstituível no processo de socialização e de formação intelectual dos alunos”, complementou o Sinepe-MA.

MPMA quer prioridade na vacinação de educadores

Devido ao retorno das aulas presenciais nas escolas públicas e privadas, em todo o estado, a 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Educação de São Luís expediu, nesta terça-feira, 9, ofícios recomendando a vacinação de todos os profissionais da educação básica e ensino em geral, após o término da prioridade dos idosos.

Os documentos foram encaminhados ao secretário de Estado da Saúde, Carlos Eduardo de Oliveira Lula, ao secretário Municipal de Saúde de São Luís, Joel Nunes Júnior, e ao prefeito da capital, Eduardo Salim Braide. Assinou os ofícios o promotor de justiça Lindonjonson Gonçalves de Sousa.

Foi concedido o prazo de 10 dias para que seja encaminhado documento ao Ministério Público do Maranhão com as devidas alterações de prioridade e com a adaptação do Plano Municipal de Vacinação, considerando a prioridade dos profissionais da educação, logo após os grupos de idosos.

Prioridade
Um dos motivos da manifestação do MPMA foi o requerimento da Associação de Pais e Alunos de Instituições de Ensino do Estado do Maranhão (Aspa), com o pedido de vacinação prioritária de professores e demais trabalhadores da educação, além dos educandos.

No pedido, foi alertado que somente nos primeiros 15 dias do início do ano letivo, 17 escolas particulares já haviam suspendido as aulas presenciais devido à ocorrência de casos de Covid-19 tanto entre professores quanto em alunos.

Nos ofícios, o promotor de justiça considerou, entre outros elementos, que o Plano Nacional de Vacinação estabelece os profissionais da educação do ensino básico como o 17º grupo prioritário; que o ambiente escolar exige a convivência em ambiente fechado, durante grande parte do dia, com o uso intermitente da fala.

Igualmente foi elencado que somente na rede pública atuam 30 mil profissionais em todo o Maranhão e que muitos trabalham em várias unidades tanto em escolas públicas quanto particulares. Outro fator apontado é a disparidade de condições estruturais e de oferta de conteúdo entre as escolas privadas e as públicas.

Foi levado em consideração ainda o fato de que o agravamento de casos de Covid-19 no atual período e a possibilidade de adoção de medidas mais restritivas contribuam para o aumento da defasagem do sistema educacional.

SAIBA MAIS

Monitoramento de casos de Covid-19 comunicados pelas instituições de ensino da rede particular

21/01 – Crescimento/Calhau – Suspensão total – 14 dias – Retorno 04/02
25/01 – Crescimento/Renascença – Suspensão total – 14 dias – Retorno 08/02
25/01 – Universidade Infantil Rivanda Berenice – Suspensão parcial – 14 dias – Retorno 08.02
01/02 – Colégio Sagres – Suspensão total – 14 dias – Retorno 18/02
02/02 – Maple Bear/Prédio 1 – Suspensão total – 14 dias – Retorno 17.02
02/02 – Dom Bosco – Suspensão parcial – 14 DIAS – Retorno 15/02
02/02 – Colégio Adventista – Suspensão total – 14 dias – Retorno 17/02
02/02 – Colégio Cenaza 1 – Suspensão total – 14 dias – Retorno 17/02
04/02 – Colégio Upaon-Açu – Suspensão total – 14 dias – Retorno 14/02
05/02 – Colégio Batista/João Paulo – Suspensão total – 14 dias – Retorno 20/02
06/02 – Colégio São Marcos – Suspensão total – 7 dias – Retorno 15/02
06/02 – Colégio Literato – Suspensão Parcial – 7 dias – Retorno 15/02
06/02 – O Bom Pastor Júnior – Suspensão Parcial – 14 dias – Retorno 22/02
06/02 – Colégio Bom Pastor – Suspensão total – 14 dias – Retorno 22/02
08/02 – Centro Educacional Montessoriano - Reino Infantil – Suspensão Total – 14 dias – Retorno 18/02
08/02 – Colégio Santa Fé – Suspensão Parcial – 14 dias – Retorno 21/02
08/02 – Colégio COC – Suspensão Total – 14 dias –Retorno 23/02
08/02 – Rede Sesi – Suspensão Parcial – 14 dias – Retorno 22/02
10/02 – Colégio Educandário Sol – Suspensão Total – 7 dias – Retorno 18.02
10/02 – Colégio Batista/Cohama – Suspensão sem maiores informações

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