Vida | Alerta

Problemas de visão podem passar despercebidos em crianças

Primeira consulta com oftalmopediatra deve ser feita no primeiro ano de vida
03/11/2020 às 05h04

SÃO PAULO– Você já perguntou para uma criança menor de três anos se ela enxerga bem? Se sua resposta é não, saiba que é muito importante prestar atenção na saúde visual dos bebês. Isso porque os erros refrativos, como a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo, podem estar presentes desde o nascimento.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra e especialista em estrabismo, a criança não tem a percepção de que não enxerga muito bem, principalmente as menores de três anos. “Como a criança pode nascer com algum erro refrativo ou ele aparecer de forma muito precoce, a criança ainda não tem a percepção de que há algum problema com a sua visão. Para elas, aquela visão embaçada é normal. Por isso, muitas vezes não manifestam nenhuma dificuldade para enxergar, mesmo tendo graus altos”.

Assim, os erros refrativos podem mesmo passar despercebidos pelos pais e cuidadores. De acordo com a International Agency for Prevention of Blindness (IAPB) a baixa acuidade visual afeta por volta de 5,5% das crianças em idade escolar. Em 80% dos casos, basta o uso de óculos para corrigir o problema.

Consulta precoce
“Quando não corrigidos, os erros refrativos em crianças podem levar a alterações importantes na visão, afetar o desenvolvimento neuropsicomotor, bem como prejudicar o rendimento escolar no futuro”, ressalta Dra. Marcela.

A visão é o único sistema que não está completo ao nascer. O desenvolvimento visual continua na vida extrauterina e só se completa aos sete anos de idade. “Os erros refrativos não tratados podem causar danos permanentes na visão binocular, bem como levar à ambliopia, mais conhecida como olho preguiçoso”, diz a oftalmopediatra.

Por isso, é importante que os pais levem o bebê ao oftalmopediatra antes de completar um ano de idade. Mas, atenção: a avaliação visual de um bebê ou de uma criança menor é diferente daquela feita em adultos.

Mas, como é possível fazer uma avaliação oftalmológica em crianças menores de seis anos, já que ainda não sabem ler e em bebês que não sabem falar?

Dra. Marcela explica que nessa faixa etária é usado um instrumento específico. “Nas crianças usamos uma régua de esquiascopia ou lentes isoladas. A partir do reflexo da retina que observamos, é possível determinar com precisão qual o erro refrativo presente e qual o grau exato. Realizamos o exame e repetimos após a dilatação das pupilas”, explica Dra. Marcela.

Sinais de problemas na visão
O erro refrativo mais comum na infância costuma ser a hipermetropia, seguido de astigmatismo e por último a miopia. Entretanto, devido ao uso excessivo de dispositivos eletrônicos, como tablets e celulares, os casos de miopia em crianças estão aumentando em todo o mundo.

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