Corrupção

PF cumpre mandados contra governador do Pará por desvios na Saúde

Dois secretários e um assessor de Hélder Barbalho foram presos em inquérito que investiga contratos na ordem de R$ 1.2 bilhões

José Linhares Jr

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h18
Assessor e secretários do governador Hélder Barbalho (MDB) foram presos
Assessor e secretários do governador Hélder Barbalho (MDB) foram presos (Helder Barbalho)

BELÉM - A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça (29) a Operação S.O.S que teve como um dos alvos o governador do Pará, Hélder Barbalho (MDB). A ação visava desarticular organização criminosa dedicada a desvios de recursos da Saúde, destinados a contratação de organizações sociais para gestão de hospitais públicos do Pará, dentre eles os hospitais de campanha montados para enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. Dois secretários de governo e um assessor do governador foram presos.

Segundo a corporação, entre os investigados estão empresários, o operador financeiro do grupo, integrantes da cúpula do governo do Pará, além do governador Hélder Barbalho. Entre os alvos das buscas realizadas nesta manhã está o Palácio do Governo, sede do Executivo do Pará.

Foram presos os membros do governo Parsifal de Jesus Pontes (secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia e ex-secretário da Casa Civil), Antonio de Padua (Secretário de Transportes) e Leonardo Maia Nascimento (assessor de gabinete).

A investigação compreende contratos firmados entre agosto de 2019 a maio de 2020, totalizando o valor de R$ 1.284.234.651,90.

Foram cumpridos 12 mandados de prisão temporária e 41 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Além disso, há 64 mandados de prisão temporária e 237 mandados de busca e apreensão expedidos pelos Juízos das Varas de Birigui e Penápolis, no interior de São Paulo.

A corporação aponta que os crimes sob investigação são fraude em licitações, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais Twitter, Instagram e TikTok e curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.