DOM | Reflexão

Quem aí tem uma rotina positiva para chamar de sua?

Você sabia que sua rotina pode ser a grande vilã do seu bem-estar? Quantas vezes você para durante o dia para respirar? Quantos intervalos se dá para que o cérebro descanse?
02/02/2020 às 00h00
Quem aí tem uma rotina positiva para chamar de sua?O perfeccionismo é um grande aliado das rotinas estressantes. (Divulgação)

São Paulo - Ah, a correria do dia a dia. Como ela é colocada como a grande vilã dos nossos males, não é mesmo? Estamos sempre estressados, correndo atrás de prazos e metas, no trânsito, com mil afazeres e agendas com listas que nunca acabam. Mas, para a fisioterapeuta Frésia Sa, que trabalha com saúde integrativa, a questão é: ou a gente manda na rotina, ou ela acaba nos adoecendo. “Não há como fugir. O “não tenho tempo” já não pode mais ser usado como desculpa. Se formos pensar bem, tempo, ninguém teria mesmo. A questão é elencar prioridades para construir uma rotina positiva e saudável”, lembra a especialista.

Mas, eu tenho metas a cumprir, prazos apertados, um chefe no meu pé, filhos para criar, contas para pagar, um trânsito que precisa ser encarado todos os dias. Como eu faço para sair dessa roda viva? Frésia lembra que a resposta não é muito simples, já que a maioria dos nossos compromissos não pode ser simplesmente riscados da agenda, certo? “Acontece que ficar do jeito que está, se você estiver em quadros de estresse, depressão, insônia, ansiedade, também não dá”.

Então, para ela, o primeiro passo é lembrar: “mudança é construção, é processo. Então, nada de querer jogar tudo para o alto de uma hora para outra. Pode ser que isso te estresse ainda mais. A chave é ir escolhendo pequenas mudanças, abrindo pequenos espaços na agenda, e escolhendo prioridades. Um dos grandes de quem se vê muito atarefado é querer fazer tudo ao mesmo tempo. Geralmente, temos dificuldades, por exemplo, em delegar tarefas”.

O perfeccionismo é um grande aliado das rotinas estressantes. Mas sabe aquela frase do “antes feito que perfeito”? “É nisso que temos que pensar sempre que estivermos a um ponto de esquecer o descanso, a alimentação, a convivência com as pessoas. Ter uma rotina saudável para chamar de nossa, em todos os sentidos, é o que pode diferenciar uma vida saudável de uma cheia de dores e problemas”, explica Frésia.

Mas, segundo ela, encontrar o ponto chave entre essas duas realidades é uma questão muito pessoal: “se você é mais flexível, talvez não se importe de trabalhar mais. Se não consegue relaxar, talvez tenha que “se obrigar”, ao menos no começo, a inserir espaços no dia a dia para respirações, exercícios, talvez uma massagem rápida. Algo que tire você da mente estressada e leve para um estado mais tranquilo”.

O que a grande maioria das pessoas não percebe é quanto o estresse e a rotina corrida e sem pausas podem ser prejudiciais, inclusive para a produtividade. Quantas pessoas recebemos, aqui no consultório, cujo maior problema é: eu trabalho, trabalho e parece que não consigo sair do lugar, não consigo prosperar. Porque temos essa ideia, totalmente antiquada, de que é preciso fazer, e fazer ininterruptamente, para ter resultados.

“E quantas vezes as nossas melhores ideias surgem durante um banho tranquilo, uma caminhada no parque, um piquenique com nossos filhos. Quantas vezes uma hora de trabalho depois de voltar da academia rende mais do que uma manhã focada no estresse e nos prazos muitas vezes desumanos?”, questiona Frésia. A fisioterapeuta nos pede para pensar nisso. E começar, desde já, a criar uma rotina para chamar de sua, que tenha a ver com seu estilo, suas necessidades e, principalmente, sua saúde e felicidade.

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