Vida | Sexta-feira 13

Psicóloga explica comportamento supersticioso de quem teme a data

Há quem acredite que a sexta-feira, 13, traz energias negativas e evite até sair de casa ou fechar negócio neste dia; psicóloga analisa esse comportamento
12/09/2019 às 18h00
Para os supersticiosos, cruzar com um gato preto é sinal de mau agouro

Amanhã é sexta-feira 13, considerado por muitos o dia mais amaldiçoado do calendário, supostamente quando tudo pode dar errado, uma data repleta de superstições, como por exemplo: não passar por baixo de escadas ou evitar quebrar espelhos. Cruzar com um gato preto é ainda mais terrível para os supersticiosos, que veem no número 13 um sinal potencial catástrofe, especialmente se associado a esse dia da semana.

O estudante universitário Carlos Victor Viana diz que não segue nenhuma superstição. Mesmo assim, evita algumas atitudes na sexta 13. "Eu presto mais atenção aos possíveis sinais de algo incomum, não se pode dar mole pro azar", revela.

De acordo com a psicóloga do Hapvida Saúde, Celiane Chagas, mais do que superstição, o azar atribuído a esse dia depende mesmo é do modo como as pessoas encaram certos acontecimentos.

“Em primeiro lugar, temos que definir o que são o comportamento e o pensamento supersticiosos. Eles surgem através de uma inclinação que os humanos têm para estabelecer padrões, significados para as coisas”, explica.

Segundo a psicóloga, a mente humana se distingue por atribuir significado aos estímulos que recebe. Nesse processo, o homem muitas vezes procura estabelecer associações entre acontecimentos, mesmo que a relação entre causa e efeito entre eles não seja perceptível. “A superstição ocorre toda vez que não consigo estabelecer uma relação de causa e efeito entre dois eventos, mas noto coincidências entre eles”, ressalta a especialista.

Para a psicóloga, a sexta-feira 13 é fruto de uma associação que o imaginário popular estabeleceu entre a data e o azar. Com isso, as pessoas ficam predispostas a interpretar como má sorte qualquer coisa mínima que possa acontecer nesse dia. Fatos que seriam encarados normalmente em qualquer outro dia, como perder um ônibus, são interpretados como azar por ser sexta-feira 13.

A psicóloga do Hapvida Saúde, Celiane Chagas, fala sobre a superstição e o comportamento das pessoas nesta data.

Invertendo o efeito
Segundo a psicóloga, se as crenças da pessoa forem revistas, a temida data pode perder o significado. “Se a pessoa perceber que seus pensamentos são negativos, pode reverter esse ‘efeito’ da sexta-feira 13 ao substituir tais pensamentos por outros positivos.”

Portanto, a psicóloga recomenda que, nesse dia, as pessoas passem a limpo suas crenças. “Se você se levantar e pensar que as coisas serão diferentes, se mudar sua crença, sexta-feira 13 poderá ser o seu dia de sorte.”

Origem da data
O temor do número 13 associado às sextas-feiras está ligado às cruzadas religiosas. Segundo estudos, foi em um dia 13 de outubro de 1307, uma sexta-feira, que a Ordem dos Templários foi considerada ilegal por Felipe IV, então rei da França, que mandou perseguir, prender e torturar seus integrantes, passando a data a ser associada a um evento de má sorte.

A sexta-feira também foi o dia da crucificação (de Jesus Cristo), as sextas-feiras sempre foram vistas como um dia de penitência e abstinência. A crença religiosa virou uma aversão generalizada por começar algo ou fazer qualquer coisa importante em uma sexta-feira.

Apesar disso, em muitas culturas o número 13 é considerado um número de sorte. Os hindus normalmente apresentam 13 estátuas de Buda, por exemplo.

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