História

Evento relembra 40 anos da greve da meia-passagem

Atividade do IHGM será realizada no auditório do Liceu Maranhense, às 16h30; protagonistas do movimento participarão da mesa-redonda

Nelson Melo / O Estado

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h23

[e-s001]Uma mesa-redonda em recordação aos 40 anos da greve da meia-passagem, que ocorreu em 1979, na capital maranhense, e se tornou um ato com participação universitária e popular, será realizada no Liceu Maranhense, em São Luís, nesta quinta-feira (22), às 16h30. O evento, organizado pelo Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IGHM), como parte da comemoração do Dia do Historiador, contará com a presença de integrantes do movimento naquele período.

Ouvido por O Estado, o professor Iran dos Passos, membro do IHGM, disse que os protagonistas do movimento da greve de 1979 estão todos vivos para contar a história do movimento, como é o caso do ex-vereador de São Luís Renato Dionísio; do juiz de Direito Agenor Gomes, e do filósofo Raimundo Marques Vieira. “E o meu caso, também, porque fui testemunha do processo. Não participei, porque havia chegado, naquela época, recentemente à universidade”, destacou o professor.

De acordo com ele, a greve surgiu do Diretório Central dos Estudantes, que era presidido por Agenor Gomes, e do Diretório Setorial do Centro de Estudos Básicos da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), que tinha à frente Renato Dionísio. Esses dois protagonistas do movimento, inclusive, participarão da mesa-redonda sobre o ato, assim como Raimundo Marques. “Por conta do Dia do Historiador, que aconteceu na segunda-feira, o Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão vai fazer a Sessão Comemorativa, às 16h30, quando acontecerá o evento em recordação à greve de 1979”, observou o professor.

[e-s001]História Viva
Também entrevistado por O Estado, Renato Dionísio disse que o evento terá como tema “História viva: 40 anos da greve da meia passagem na voz de três dos seus protagonistas”. Ele frisou que, naquela época, o Brasil passava pela Ditadura Militar, e a compreensão do contexto é fundamental para qualquer análise acerca do movimento. “O aparato repressivo, embora já demonstrasse fragilidade, ainda estava intacto. Fazer esse tipo de reivindicação era muito complicado. A greve de 1979 foi o maior movimento popular do Maranhão, sem dúvidas. Nós colocamos nossa vida a serviço das pessoas”, enfatizou Dionísio.

“Nós começamos um processo de luta na universidade. A gente fazia vários eventos de massa, que apontavam para o surgimento de uma nova força política em São Luís. Começamos a discutir a questão da meia passagem, que já era lei, mas não era cumprida”, relembrou Renato. Segundo ele, o movimento começou, mesmo, em 1978, quando as discussões ocorriam. “A greve não nasceu de um produto de engenharia. O apoio da população, dos estudantes secundaristas, de todas as forças políticas, inclusive da Igreja, foi grande”, mencionou Dionísio.

[e-s001]HGM à frente dos trabalhos

O presidente do IHGM, José Augusto Silva Oliveira, pontuou que, com essa mesa redonda, o Instituto está tendo uma compreensão de que é importante discutir temas relevantes da nossa história. “O Instituto já caminha para o seu centenário. Este ano, estamos comemorando 94 anos de sua criação. Precisamos fazer com que não somente nossos associados, mas outras personalidades, outros personagens, que fizeram história, sobretudo a do Maranhão, possam se alinhar ao Instituto e levar esse conhecimento à sociedade, principalmente, os mais jovens, para projetar o futuro a partir do passado”, expressou José.

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