Editorial

Geração Z: dinheiro e trabalho

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h24

Quem nasceu entre meados da década de 1990 e início dos anos 2000 integra a chamada Geração Z. São pessoas que nasceram sob o advento da internet e do boom tecnológico, que harmonicamente é capaz de estudar com a televisão ligada ou mesmo com escutando música por fone de ouvido.

Nada de tão estanho para essa geração, que vive muito mais focada no mundo virtual, que não pode jamais imaginar uma vida sem internet, celular, sem estar conectada, principalmente a uma rede social. São captadores intensos de informações.

De acordo com estudos da Organização das Nações Unidas (ONU), a Geração Z representa hoje 32% da população mundial, superando a geração conhecida como millennials, ou Geração Y, que chega a 31,5%. A população da Geração Z deverá chegar a 2,56 bilhões até 2020.

E como todas as gerações, a Z tem características específicas que a diferenciam em diversos aspectos de sua vida. E isso vale para o lado pessoal e também profissional. Pelo menos 96% desse jovens possuem um smartphone, quase metade deles será conectada online por 10 ou mais horas diárias, 38% preferem conversar com as pessoas por mensagem do que pessoalmente (15%), entre outras.

Pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), revela que salário alto não é garantia de sucesso profissional para os jovens dessa geração.

Pelo contrário, bem mais que salário, para esse público chama atenção, trabalhar com o que gosta (42%), equilibrar trabalho e vida pessoal (39%) e ser reconhecido pelo que faz (32%) são aspectos mais importantes que ganhar bem (31%).

Outro aspecto que é um diferencial dos jovens da Geração Z é que como pré-requisitos para se tornar um bom profissional, deve-se primar por dedicação (43%), ter capacidade de diálogo e trabalho em equipe (40%), ter foco no trabalho (36%), ser paciente (35%) e fazer sempre o melhor (31%).

Desse modo, quando o assunto é trabalho, planejam investir na profissão certa, buscar conhecimento, investindo numa vida estável, segura, mas saudável, com qualidade.

A pesquisa mostra o que esperam esses jovens para a vida adulta. Eles elegem como prioridades, adquirir a casa própria (20%), ter sucesso no trabalho (18%) e trabalhar com o que gosta (18%). Outros aspectos voltados para o lado mais pessoal são identificados por eles, mas numa relevância não tão significante. Apenas 9% disseram ter como meta encontrar um amor, 8% ter filhos e 8% sair da casa dos pais.

Então, nessa perspectiva de vida, a Geração Z, se notabiliza por estar disposta a explorar mais possibilidades profissionais e adiar planos de casamento e filhos, ou seja, bem diferente de outras gerações, que tinham como meta formar família e ter uma carreira duradoura em um a só empresa.

Essa geração da tecnologia digital, por incrível que pareça, teme não ter saúde física (28%), não arrumar emprego (27%), não conseguir se sustentar (25%), não trabalhar no que gostam (23%) e a corrupção no Brasil (21%). Somente 5% garantem não têm qualquer preocupação quando pensam sobre o futuro.

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