Cidades | SUFOCO DIÁRIO

Usuários de ônibus reclamam de sufoco nos terminais de integração

Quem utiliza coletivo nesses locais denuncia atrasos e tumultos frequentes no embarque e desembarque; fiscais não auxiliam passageiros como deveriam e permitem que usuários passem por transtornos
Igor Linhares / O Estado09/05/2019
Usuários de ônibus reclamam de sufoco nos terminais de integraçãoQuando chega um ônibus à plataforma do terminal da Cohama, começa o tumulto geral para entrar (Paulo Soares / O Estado)

SÃO LUÍS - O sufoco para tentar embarcar e desembarcar dos ônibus nos Terminais de Integração de São Luís já se tornou corriqueiro. Usuários reclamam de má qualidade dos serviços dos fiscais, que deveriam auxiliá-los, sobretudo nos horários de pico. Frequentes tumultos podem ser registrados, diariamente, e até confusão costuma acontecer, de acordo com quem vivencia a situação de perto.

À espera do ônibus que o levaria de volta para casa, o jovem estudante Wemerson Silva, de 18 anos, contou a dificuldade que enfrenta, diariamente, para conseguir embarcar na linha Residencial Piancó/Praia Grande. “Como o ônibus demora a passar, e apenas dois ou três [veículos] integram essa linha, é sempre difícil o embarque e desembarque, principalmente nos horários de maior circulação de pessoas, como logo cedo da manhã, em que muitos estão saindo para seus compromissos, e à noite, na volta para casa. Mas, no geral, é sempre muito difícil”.

Para a dona de casa Aucirena Cardoso, de 32 anos, os investimentos para melhoria da situação, que chega ao extremo em alguns momentos, devem ser feitos, continuamente, pelo poder público. “A cada vez que a gente embarca em um ônibus integrado, a gente desembolsa R$ 3,40. Então, deveriam ter o mínimo de consciência e investir o que recebe do bolso do usuário, porque não é justo a gente ter de passar por um sufoco que poderia ser evitado”, salientou.

Ainda de acordo com a dona de casa e moradora da Ribeira, na zona rural, é preciso, também, que os usuários tenham consciência no momento de embarque e desembarque, porque o tumulto, que se forma na maioria das vezes, acaba gerando situações ainda mais conflitantes.

“Já vi diversas vezes, na plataforma em que eu espero o ônibus, tumulto e até mesmo confusão. Tem muito bate-boca desnecessário, empurra-empurra, em que muitas pessoas acabam se machucando. Sei que todo mundo tem pressa pra chegar em casa, mas, ao menos, deveríamos ter um pouco mais de paciência nesses momentos”, apontou.

Falta de auxílio

Outro ponto que tem gerado reclamações pelos usuários é a falta de auxílio, serviço dos fiscais que deveriam atender os passageiros e gerenciar o embarque e desembarque para evitar os frequentes empurra-empurra. “Quem utiliza o transporte público é que sabe o que se passa nesses terminais de São Luís. Quando a gente precisa de alguma informação, dificilmente os fiscais sabem passar, isso quando eles não tratam os usuários com ignorância. Sem falar que eles deveriam auxiliar no momento do embarque, que é um caos, coisa de outro mundo”, destacou a universitária Deise Silva, de 21 anos.

A aposentada Natividade Correa, de 68 anos, relata a mesma dificuldade e narra o mesmo cenário de desordem. “É preciso que todo mundo veja a situação que os usuários de ônibus se submetem nesses terminais, parece coisa de doido. É um corre-corre, uma confusão para embarcar nos ônibus. Sinceramente, pelo que a gente paga, deveríamos desfrutar de um serviço muito melhor, de mais qualidade, porque isso que a gente, ludovicense vive, não é coisa de cidade que quer ser destaque”, frisou.

Demora

A desculpa poderia ser de que a cidade está crescendo e que o trânsito, consequentemente, acabou ficando conturbado. Mas, para a universitária Danielle Silva, de 25 anos, a demora do vaivém das linhas de ônibus se deve a outro ponto, a falta de ônibus para atender a demanda. “É incrível como a gente tem de ficar esperando por horas o ônibus que a gente pega passar. E o pior é que, além disso, não temos nem onde se acomodar”, disse. “É uma falta de consideração, de investimento!”.
O Estado manteve contato com a Prefeitura de São Luís para indagar acerca dos relatos feitos pelos usuários do transporte público da capital, mas até o fechamento desta edição, não se manifestou.

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