Opinião

O primeiro mandato de Flávio Dino

Benedito Buzar

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h27
“Ao contrário do que propagava, ele recebeu o aparelho estatal sem herança maldita, com as finanças em completa ordem, e com os cofres do Tesouro abarrotados de recursos vultosos”Benedito Buzar

Daqui a um mês, acabará o primeiro mandato do governador Flávio Dino, eleito no pleito de outubro de 2014.

Ao investir-se no cargo, o jovem governador, que se ufanava de ser um militante do PC do B, não encontrou dificuldades e nem óbices para administrar os negócios do Estado.

No plano nacional, ele teve a sorte, pelo menos nos primeiros tempos da sua gestão, de contar com o apoio do governo federal, na figura da presidente Dilma Rousseff, do PT, que tinha o governador do Maranhão como fiel aliado, motivo pelo qual desfrutava de trânsito livre no Palácio do Planalto.

De Lula, Flávio, também, nunca deixou de ser prestigiado e de receber afagos até o momento em que o líder do PT passou a ser alvejado pela Operação Lava-Jato, que o conduziu ao pelourinho da execração nacional.

As saídas de Dilma e de Lula da cena política nacional, ela, pela prática de atos que atentavam contra a Constituição, daí porque perdeu o mandato, ele, pelo envolvimento com a corrupção, foram prejudiciais ao governador do Maranhão, que, de repente, se viu tolhido de frequentar o Palácio do Planalto, face à assunção do vice-presidente Michel Temer, do MDB, ao comando da Nação brasileira.

Por não se relacionar, politicamente e pessoalmente, com o presidente Temer, Flávio, enfrentou no plano nacional alguns dissabores, identificados pelo engavetamento dos projetos e das propostas encaminhados a Brasília.

Ainda que a situação nacional lhe fosse adversa, a sua gestão e o seu desempenho não sofreram prejuízos de monta, até porque, no plano regional, quem poderia lhe fazer oposição seria o sarneísmo, por ele indevidamente apelidado de “Oligarquia Sarney”, objeto de suas contundentes críticas, mas padecendo de um processo de fadiga e exaustão, derivado do longo tempo de presença no Palácio dos Leões, que remonta aos meados da década de 1960, bem como da pequena bancada parlamentar com assento na Assembleia Legislativa.

A acomodação do Grupo Sarney chegou ao paroxismo nas eleições de 2014, quando demorou a apresentar o candidato para enfrentar Flávio Dino. Quando fez foi por meio de uma operação estranhamente começada numa Casa de Saúde, em São Paulo, onde se recuperava de uma cirurgia o empresário Edinho Lobão, convocado às pressas para cumprir uma delicada tarefa e sem perspectiva de ser bem sucedida.

Foi, portanto, de um sarneismo desmobilizado e desvitalizado, marcas que se chocam com aquele grupo de outrora, que atuava harmoniosamente sob à liderança de José Sarney, que Flávio Dino, em vez de se queixar, deveria abrir os braços e gritar a plenos pulmões: eu sou feliz e não sabia.

Vitorioso nas eleições de 2014, Dino assume o poder em janeiro de 2015, com o pensamento voltado para eliminar o sarneísmo do mapa, acusado, aliás, injustamente, de ser o responsável pelo atraso econômico e social do Maranhão, argumento que não resiste a qualquer discussão, pois sem o governador José Sarney, com a sua política de fomento ao desenvolvimento, o nosso Estado poderia ainda se encontrar no estágio da obscuridade.

À frente do governo do Estado, Flávio não encontrou problema de monta para tolher ou embaraçar a sua gestão.

Ao contrário do que propagava, ele recebeu o aparelho estatal sem herança maldita, com as finanças em completa ordem, e com os cofres do Tesouro abarrotados de recursos vultosos, provenientes de operações de crédito, contraídos no Governo de Roseana Sarney com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, destinados às obras de infraestrutura.

EM TEMPO, na próxima semana: O segundo mandato de Flávio Dino.

Mudança de comando

No dia 18 de dezembro, uma especial solenidade acontecerá no 24º Batalhão de Infantaria de Selva.

A passagem de comando do 24º BIS, do coronel Marcus Vinicius Soares de Oliveira para o tenente-coronel, Luciano Freitas e Sousa Filho.

A solenidade será presidida pelo general Luiz Gonzaga Viana Filho, comandante da 22ª Brigada de Infantaria de Selva.

Notório Saber

Um dos maranhenses mais preparados intelectualmente, Agostinho Ramalho Marques Neto, recebe no dia 7 de dezembro, às 17 horas, em Belém do Pará, o Título de Notório Saber.

A outorga, conferida pelo Conselho Universitário da Universidade Federal do Pará, lhe será entregue pelo Magnífico Reitor, Emmanuel Zagury Tourinho.

Amigos de Agostinho, ex-professor da Universidade Federal do Maranhão e membro da Academia Maranhense de Letras, vão marcar presença na solenidade, para prestigiá-lo.

Viagens internacionais

Saiu um decreto do governador Flávio Dino, mandando reduzir despesas nos órgãos estaduais e que dizem respeito à redução de frota de veículos, concessões de diárias e aquisição de passagens aéreas.

Merecia proibição severa as viagens internacionais. Nunca os membros do primeiro escalão do governo viajaram tanto para o exterior como na administração atual. E só para países distantes, a exemplo da China, Coreia, Singapura e Emirados Árabes.

Buriti Bravo

O jornalista Fernando Gabeira disse no Rio de Janeiro que jamais esquecerá a cidade maranhense de Buriti Bravo.

Motivo: quando começou a trabalhar na Rede Globo recebeu a tarefa de vir ao Maranhão e fazer uma reportagem sobre um fato acontecido em Buriti Bravo, que ganhou manchete nacional.

Achou a cidade gostosa e atraente.

Temer em São Luís

O Presidente da República, Michel Temer, antes de passar o cargo para Jair Bolsonaro, virá a São Luís.

Vem inaugurar as obras que o IPHAN e a Prefeitura de São Luís executam no Centro da Cidade: serviços de drenagem e tratamento sanitário; recuperação do calçamento e da iluminação, banheiros públicos, sinalização e acessibilidade.

Nesse dia, o suspense corre por conta do encontro entre o governador Flávio Dino e o Presidente da República, ato que poderá ser testemunhado pelo ex-senador José Sarney.

Turismo e cultura

Não será surpresa o anúncio da fusão do Ministério da Cultura com o Ministério do Turismo.

Quem está servindo de modelo para essa iniciativa é o Maranhão, onde as Secretarias de Cultura e do Turismo se fundiram.

Antigamente, a Cultura funcionava com um órgão da Educação.

Saudade do médico

A cidade maranhense de São Felix de Balsas foi, no Brasil, a que mais sentiu a partida do médico cubano.

No dia em que o profissional deixou a cidade, a população só fez uma coisa: homenageá-lo à base de choro e de lágrimas.

O médico cubano, pela maneira como tratava os que o procuravam, conquistou a população de São Felix de Balsas e de outras cidades limítrofes.

Presente de Sarney

Ganhei um presente precioso do ex-presidente José Sarney: a coleção de recortes de jornais de São Luís (hemeroteca), no período de 1966 a 1970.

São notícias referentes ao seu mandato de governador do Maranhão.

Esse material está à disposição dos pesquisadores. Procurem-me.

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