Ônibus podem parar

Rodoviários retomam movimento grevista

Categoria não divulgou como atuará durante o período; reivindicações perduram desde setembro, sem definição

MONALISA BENAVENUTO / O ESTADO

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h27
No dia 26 de outubro, rodoviários fizeram paralisação de advertência
No dia 26 de outubro, rodoviários fizeram paralisação de advertência (rodoviarios)

Em assembleias realizadas na tarde de quarta-feira (28), rodoviários da capital decidiram retomar o movimento grevista, um mês após paralisação de advertência - que aconteceu em 26 de outubro - devido à resistência de empresários do setor em negociar a nova Convenção Coletiva de Trabalho. Até o momento, a categoria não informou de que forma as ações serão praticadas.

A decisão foi divulgada por meio de nota, pelo Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, na qual foram destacadas as principais reivindicações dos trabalhadores: reajuste salarial e no tíquete-alimentação; pagamento integral do plano de saúde e odontológico; preservação da função do cobrador.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores o Transporte Rodoviário do Maranhão (Sttrema), Isaías Castelo Branco, o impasse, que perdura desde setembro, objetiva garantir direito dos trabalhadores no transporte público. “A decisão dos trabalhadores é clara. A categoria rejeita a atual contraproposta dos patrões. É pela defesa das conquistas dos rodoviários e principalmente pela função de cobrador, que estamos retomando o movimento grevista”, esclareceu.

Isaías Castelo Branco destacou ainda que, por enquanto, as ações da categoria serão mantidas em sigilo para que, quando todas as definições forem acordadas entre os rodoviários, sejam devidamente divulgadas. Conforme a nota, a intenção dos sindicalistas não é causar transtornos à população, e sim reivindicar garantias de direitos que vêm sendo ameaçadas pelos empresários.

Questionado sobre o dilema, o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de São Luís (SET) informou que, até o momento, foram realizadas três reuniões entre rodoviários e empresários, quando diversos pontos foram discutidos. Sem mais detalhes, Luís Cláudio Siqueira, superintendente do SET afirmou que a situação permanece sem definição.

O Estado manteve contato com a Prefeitura de São Luís para questionar de que forma vem atuando entre as divergências para garantir o transporte público à população, mas até o fechamento desta edição, não obteve retorno.

Última manifestação

No dia 26 de outubro São Luís amanheceu sem ônibus disponíveis para a população, isso porque os rodoviários realizaram uma paralisação de advertência e amanheceram nas garagens de algumas empresas para garantir que os veículos não circulassem. Os rodoviários não trabalharam durante quatro horas, entre as 4h e 8h. Outra paralisação que estaria programada para as 15h daquele dia, acabou sendo suspensa após convocação do Ministério Público do Trabalho para uma mediação entre rodoviários e empresários.

Proposta

No dia 13 de novembro, empresários do setor apresentaram proposta de reajuste de 2% no salário e no valor do tíquete-alimentação, o qual só entraria em vigor a partir de janeiro do próximo ano, no entanto, os rodoviários do sistema de transporte de passageiros de São Luís rejeitaram a contraproposta ofertada.

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