Centro de Lançamento

EUA estudam novo acordo para uso da Base de Alcântara

De acordo o ministro de Defesa do Brasil, Joaquim Silva e Luna houve avanço nas tratativas com os Estados Unidos

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h29

BRASÍLIA - O acordo de salvaguardas tecnológicas para o aproveitamento do campo de Alcântara, no Maranhão, pode estar próximo da conclusão, de acordo com o general Joaquim Silva e Luna, ministro da Defesa. Ele participou de reunião ontem com James Mattis, secretário de Defesa dos Estados Unidos. Sem dar detalhes, o ministro afirma que houve avanço nas tratativas.

Para o ministro, é preciso que os termos do acordo sejam compreendidos no Congresso. Dois aspectos relacionados a ele foram citados no encontro. “Avançamos no primeiro [ponto] como o Brasil queria, estamos ajustando o último, o secretário se comprometeu no mais curto prazo possível a ajustarmos os detalhes para que ficassem de acordo com os nossos interesses”, disse.

Os parlamentares já rejeitaram o último acordo com os Estados Unidos para exploração de Alcântara. No governo da ex-presidente Dilma Rousseff, 1 tratado foi assinado com a Ucrânia e os 2 países criaram uma empresa binacional para explorar a base. A parceria não funcionou e o acordo acabou sendo rescindido unilateralmente pelo Brasil.

A base, criada em 1983 para o Programa Espacial Brasileiro, é objeto de interesse dos Estados Unidos. O motivo é a proximidade com a Linha do Equador, que possibilita a economia de combustível no lançamento de foguetes. Segundo o ministro Silva e Luna, o Brasil tem interesse na produção de informações do satélite.

“Enfatizamos muito já que os Estados Unidos têm uma grande capacidade de informação na área, que é a de inteligência por meio de satélites de imagem”, disse.

O acordo com os norte-americanos é defendido pela Agência Espacial Brasileira e pelo Comando da Aeronáutica. Além da retomada do acordo, temas como a situação social da Venezuela e cooperações militares foram debatidos na visita do secretário James Mattis ao Brasil.

Parceria

Em discurso, ontem, na Escola Superior de Guerra (ESG), na Urca, o secretário de Defesa americano, James Mattis, exaltou a suposta superioridade da parceria oferecida pelos Estados Unidos ao Brasil.

"Queremos ser o parceiro de escolha do Brasil, e procuramos ganhar sua confiança todos os dias", frisou. "Os Estados Unidos estão sempre pensando em longo prazo na América Latina e no Brasil. E reconhecer o sucesso e a segurança das gerações futuras depende de quão bem construímos confiança em todos os níveis com nossos aliados e parceiros do hemisfério ocidental hoje".

Alcântara

Mattis ofereceu mais parcerias com o Brasil, seja no “relacionamento militar mais amplo”, mas também em pesquisa, “em especial no espaço”, em mais uma referência indireta ao acordo que os dois países negociam, que pode viabilizar a operação da base de lançamento de satélites de Alcântara, no Maranhão.

"Escolhemos o Brasil não porque está na linha do Equador, num feliz acidente geográfico, mas porque queremos trabalhar com brasileiros, pessoas cujos valores compartilhamos politicamente, assim como sua orientação tecnológica. Outros não podem dizer o mesmo com credibilidade", disse Mattis.

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