Cidades | Devoção

Fé no santo da austeridade e alegria: bois e a devoção a João

Um dos santos mais populares é querido por participantes de uma das festas mais famosas do país; promessas e crenças motivam “boieiros”
Thiago Bastos / O Estado23/06/2018

SÃO LUÍS - Para os católicos, São João é conhecido como o santo da austeridade e da alegria. Es­te último significado é usado como argumento pelos devotos para a relação entre a crença religiosa e as manifestações culturais típicas deste período do ano. Ritos como o recebimento de bênçãos - ou o popular batizado - pelas brincadeiras é o símbolo máximo do contato observado na época junina entre o sagrado e os grupos de bumba-boi, em especial, dos sotaques de orquestra, baixada e matraca.
Por causa da crença de que no dia 24 de junho - data dedicada especialmente às homenagens ao santo - São João “prefere dormir o dia inteiro para não ver as fogueiras e ficar com vontade de comemorar”, alguns grupos respeitam a tradição de iniciar as apresentações do ano somente após esse período. Um dos poucos grupos na capital maranhense que sustenta essa cren­ça e que somente dá largada nas apresentações após as bênçãos do “santo mais próximo de Cristo” é o Boi da Floresta, cujo nome original - Turma de São João Batista - também faz referência ao dono da festa para os católicos.
O Boi da Floresta - fundado por Mestre Apolônio, que faleceu em 2015 e cuidado por nomes como dona Nadir - começará a ecoar o seu amor por São João apenas neste sábado (23). O batismo (ou bênção) é realizado na rua Tomé de Souza, na Liberdade, considerado o nascedouro da brincadeira. Antes do momento, integrantes do grupo se reúnem para organizar as indumentárias e acertar os últimos detalhes antes da maratona de apresentações que somente é encerrada no Largo de São Pedro, no dia 29 deste mês.

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