Cidades | Cenário históricio

Largo do Quartel: passado e presente da Praça Deodoro

“Vasto quadrilátero” contornado por ruas, como Santaninha, já foi referência no cenário urbano e social da cidade, mas sofreu com o abandono nos últimos tempos; obra promete revigoramento do logradouro
Thiago Bastos / O Estado05/05/2018

Um “vasto quadrilátero”. Foi assim que o professor e ex-membro da Academia Maranhense de Letras (AML) e do Instituto Histórico do Maranhão (IHMA), Domingos Vieira Filho (que faleceu em 1981), definiu a atual Praça Deodoro, local que já recebeu denominações como Largo do Quartel - por estar situado em frente a um quartel fixado na atual praça Pantheon, no Centro - e Praça da Independência, em referência ao fato histórico nacional. De uma área condicionada às elites, em especial, no início do século XX, de referência religiosa e até mesmo carnavalesca, o espaço público sofreu com o descaso devido aos vários anos de falta de políticas de conservação e à insensibilidade da população. A promessa do poder público é de que, em breve, com a obra que está em plena execução, este espaço histórico será finalmente valorizado com a entrega de sua revitalização, conduzida pelo Instituto de Histórico Artístico Nacional (Iphan) e que deverá custar, aos cofres públicos, aproximadamente R$ 31 milhões, incluindo a recuperação de outros espaços, nas cercanias da Deodoro.
Com função eminentemente militar, o nascedouro da Praça Deodoro se dá com a consolidação de uma área no Centro, denominada Campo do Ourique - espaço que atualmente é ocupado pelo prédio do Sesc e da Biblioteca Pública Benedito Leite. Segundo Vieira Filho, em sua obra intitulada “Breve História de Ruas e Praças de São Luís”, a Praça Deodoro surgiu em 1797 e é considerado “um dos mais antigos logradouros ludovicenses”.

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