Cidades | Paralisação

Greve dos Correios causa transtornos a usuários do serviço

Usuários se reuniram em frente ao posto de triagem da Jordoa para tentar garantir o recebimento de encomendas ou faturas de contas
Robert Willian / O Estado do Maranhão29/09/2017
Carteiros, que estão em greve, ficaram reunidos em frente ao posto de triagem da Jordoa, em São Luís

SÃO LUÍS - Após dois dias de greve, usuários de serviços dos Correios começaram a se sentir prejudicados em São Luís. Isso porque a maioria dos carteiros no estado aderiu ao movimento grevista e a entrega de correspondências está suspensa até o fim da greve. Ontem, 28, muitas pessoas se reuniram em frente ao posto de triagem da Jordoa para tentar garantir o recebimento de encomendas ou faturas de contas.

Esse foi o caso de Kaynan da Silva, de 27 anos. “Eu estou vindo desde segunda-feira aqui para tentar receber minha mercadoria. Espero que hoje consiga receber porque o serviço já é deficiente normalmente e, com a greve, só piorará tudo. Eu não posso deixar de receber porque senão eles devolvem ao remetente”, reclamou.

Outro a reclamar do problema foi Claudio Oliveira, de 28 anos. “Eles nunca encontram meu endereço e tenho que vir aqui. Com essa greve, a gente tem que esperar muito tempo para tentar conseguir receber, senão eles devolvem e ficamos ainda mais prejudicados. Nossas faturas e contas não esperam chegar para vencer”, completou.

Usuários foram ao posto da Jordoa para tentar receber encomendas

A greve
Segundo o Sindicato dos Empregados dos Correios do Maranhão (Sintect-MA), a greve continuará por tempo indeterminado até que as reivindicações sejam atendidas e a proposta dos Correios para a classe seja aprovada pelos trabalhadores.

Ainda segundo o Sintect, apenas algumas das agências continuam funcionando no Maranhão, por não terem aderido à greve. Já quanto aos carteiros, quase a totalidade está parada e os serviços de entregas de cartas e encomendas estão suspensos.

Os trabalhadores dos Correios rejeitaram a proposta da empresa apresentada no último dia 26, que era de 3% que seria aplicado apenas em janeiro de 2018, o que é por eles questionado mediante o tempo de espera para receber o aumento, o que é considerado como prejuízo para a classe.
Outra solicitação dos profissionais é de acréscimo de R$ 300,00 aos vencimentos, bem como o reajuste de benefícios que já são ofertados pela empresa.

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