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Governo deverá leiloar Aeroporto Hugo da Cunha Machado, de São Luís

Informação é do ministro dos Transportes, Maurício Quintella; leilão deve ser em blocos, mesclando aeroportos deficitários e superavitários do país; o aeroporto de São Luís está no bloco Nordeste
09/08/2017
Governo deverá leiloar  Aeroporto Hugo da Cunha  Machado, de São LuísSala de desembarque de passageiros do aeroporto de São Luís. (De Jesus / O ESTADO)

BRASÍLIA – O Aeroporto Hugo da Cunha Machado, de São Luís, está entre os 19 aeroportos do país - no Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, hoje sob a administração da Infraero - que deverão ser leiloados, de acordo com anúncio, ontem, do ministro dos Transportes, Maurício Quintella.

De acordo com ele, a definição sobre o número de aeroportos, e o modelo do leilão, deve ocorrer em uma reunião marcada para 23 deste mês, com representantes dos Ministérios dos Transportes, Fazenda e Planejamento.

Quintella informou que o governo avalia fazer o leilão dos 19 aeroportos divididos em três blocos: Nordeste: aeroportos de Recife, Maceió, Teresina, São Luís, João Pessoa, Aracaju, Petrolina e Juazeiro do Norte; Centro-Oeste: aeroportos de Rondonópolis, Cuiabá, Sinop, Barra do Garça e Alta Floresta; Sudeste: aeroportos de Vitória, Macaé, Santos Dumont, Jacarepaguá, Campo de Marte e Pampulha.

Pelo modelo de leilão em estudo no governo, os grupos interessados teriam que fazer oferta pelo bloco todo e ficariam responsável por operar aeroportos superavitários (lucrativos) e deficitários (que dão prejuízo).

No bloco Nordeste, por exemplo, o principal aeroporto é o de Recife. Em troca do direito de opera-lo, portanto, o grupo interessado também teria que administrar o de João Pessoa, que é deficitário.

Esse formato é totalmente diferente do adotado pelo governo nos leilões anteriores, que entregaram à iniciativa privada os mais lucrativos aeroportos do país. Mais cedo, ontem, Quintella afirmou que os aeroportos já leiloados eram responosáveis por 53% da receita da Infraero.

Sobre o Aeroporto de São Luís

O Aeroporto Internacional de São Luís - Marechal Hugo da Cunha Machado (IATA: SLZ, ICAO: SBSL), também conhecido como Aeroporto do Tirirical, serve a cidade de São Luís, no Maranhão. Opera regularmente voos regionais e nacionais, e tem capacidade para receber aviões de médio porte como Airbus A320 e Boeings 737.

Em 2009, foi registrado o pouso de um Antonov An-124 com restrições, fazendo transporte de carga para a Vale. No dia 26 de dezembro de 2010 um voo charter da empresa EuroAtlantic Airways, operado por um Boeing 767-300ER, trouxe turistas da Europa para passar o reveillon em São Luís. Atualmente, a maior aeronave que opera regularmente no aeroporto é o Airbus A321 da LATAM.

O aeroporto Cunha Machado é a principal porta de entrada do estado e contribui para o desenvolvimento social, cultural e econômico do Maranhão e em especial a área de influência metropolitana de São Luís

Atualmente, o aeroporto dispõe de uma área comercial, com restaurante, lanchonetes, sorveteria, agência de viagens, loja de artesanato, bancos, correios, locadoras de veículos, etc. A infraestrutura é composta por um terminal de passageiros climatizado com 8.100m², estacionamento para 400 vagas, salas de embarque e desembarque, escadas rolantes, elevadores, pontes de embarque, duas pistas de pouso e descolagem - a maior delas medindo 2386m x 45m dotada de ILS Cat 1 (voo instrumento), que permite atender as mais diversas situações de pouso e decolagem com relevante segurança operacional.

Mais

Privatização da Infraero

Maurício Quintella negou que o Governo Federal tenha planos de privatizar a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), mas admitiu a possibilidade de que seja aberto parte do capital da empresa.

Segundo o ministro, o governo nunca anunciou a privatização total da Infraero: o plano é justamente recuperar a estatal. “A ideia é dar à Infraero condições para ser sustentável”, disse Quintella, em audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado.

Ele não descartou a hipótese de se vender mais de 50% da empresa. Nesse caso, a Infraero ganharia mais flexibilidade administrativa, pois suas compras não ficariam atreladas às regras da Lei nº 8.666, que trata das licitações no setor público, explicou o ministro. A expectativa é que, com abertura de capital, a gestão da Infraero melhore e a empresa se modernize tecnologicamente.

Após registar prejuízo de cerca de R$ 3 bilhões entre 2013 e 2015, além de R$ 750 milhões, no ano passado a Infraero deve lucrar neste ano R$ 400 milhões. O resultado operacional deste ano se deve à nova governança implementada na empresa com cortes, reduções e melhoria da receita comercial.

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