Cidades | Falta de assistência

Governo do Estado descumpre ordem judicial de transferência de paciente

Idosa Maria da Luz Pereira, de 73 anos, precisa urgentemente ser transferida para uma Unidade de Tratamento Intensivo
26/06/2017 às 08h44
Governo do Estado descumpre ordem judicial de transferência de pacienteA paciente deve ser transferida imediatamente para leito da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Carlos Macieira, no Calhau, ou para um hospital da rede privada. (Divulgação)

SÃO LUÍS - A família da idosa, Maria da Luz Pereira, de 73 anos, alegou que até ontem o Governo do Estado não tinha cumprido uma ordem judicial assinada desde o último dia 23 pelo juiz de direito plantonista, Lucas da Costa. Segundo a decisão judicial, a idosa, que está internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Araçagi, com problemas renais e cardíacos, deve ser transferida imediatamente para leito da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Carlos Macieira, no Calhau, ou para um hospital da rede privada, na capital, tendo as despesas pagas pelo Estado.

“A minha mãe está morrendo devido à falta de assistência médica por parte do Estado”, desabafou o filho da idosa, Antônio José Pereira. Ele ainda disse que no mês de fevereiro deste ano a sua genitora esteve internada na UPA do Araçagi em virtude de problemas cardíaco, mas, após alguns dias recebeu alta médica.

No último dia 13, Maria da Luz mais uma vez deu entrada naquela unidade de saúde apresentando esse mesmo problema e, no dia 21 o seu quadro clínico foi agravado. Inclusive, a paciente está com problemas renais. Ainda segundo Antônio Pereira, a direção da UPA declarou que a idosa deve ser transferida para um leito de UTI, mas os hospitais da capital informaram aos familiares da paciente que não há disponibilidade de vagas no momento.

Antônio Pereira informou que o advogado da família deu entrada em uma ação ordinária solicitando que o Estado fizesse a transferência da paciente para um leito de UTI e acabou sendo deferida pelo Poder Judiciário, mas até a tarde de ontem não tinha sido cumprida. “Estou vendo a minha mãe piorando a cada dia e sem nenhuma assistência”, afirmou o filho da paciente.

O jornal O Estado entrou em contato com a assessoria do governo do Maranhão para saber informações sobre o caso, mas não obteve resposta.

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