Cidades | Previsões do tempo

Em abril, choveu quase 80% do volume esperado para o mês

Mesmo com as constantes chuvas no quarto mês do ano, de acordo com meteorologistas o índice pluviométrico ficou ainda abaixo do esperado; maio ainda terá chuva, mas com menor intensidade
03/05/2017 às 08h06
Avenida Mario Meireles, na Lagoa da Jansen, ficou com pontos de alagamento com a chuva da tarde de ontem

SÃO LUÍS - Durante os 30 dias do mês de abril, choveu aproximadamente 77% do volume pluviométrico esperado pa­ra o período em São Luís. De acordo com os meteorologistas, apesar das constantes chuvas, o percentual ficou abaixo da média histórica para o mês, que, segundo o Núcleo de Meteorologia da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), é de 475,9 milímetros de chuva.

“Como em abril já estamos nos aproximando do período de transição das chuvas, o mês é considerado intenso no aspecto pluviométrico, mas constantemente abaixo da média histórica” Márcio Elói, meteorologista
Até o momento, ainda com base em dados da Uema, apenas os meses de janeiro e março tiveram índices de chuvas acima da estimativa. Enquanto em janeiro, o volume de chuvas foi 71,4% superior ao previsto para o período, em março, essa elevação pluviométrica foi mais suave e chegou a apenas 2,7%. “Co­mo em abril já estamos nos aproximando do período de transição das chuvas, o mês é considerado intenso no aspecto pluviométrico, mas constantemente abaixo da média histórica”, disse o meteorologista Márcio Elói.

Ainda de acordo com o especialista, nos meses de maio, junho e julho, ficará mais evidente a transição que sofrerá a cidade em sua climatologia (ou seja, na passagem entre o período chuvoso e a estiagem). Mesmo com o grande volume de chuva que caiu na capital no início da tarde de ontem, o quinto mês do ano já deverá apresentar um índice de chuvas mais baixo. “É a nos­sa previsão, até para preparar o calendário para os meses de junho e julho, cujas médias de chuvas deverão apresentar uma vertiginosa queda”, disse Elói a O Estado.

Segundo a Uema, o mês de fevereiro teve um índice 5,5% inferior ao registrado no período. Em 2017, nos 28 dias do segundo mês do ano, choveu aproximadamente 352,5 mm (milímetros). De acordo com a previsão do tempo, em junho, por exemplo, deverá chover aproximadamente 173,3 milímetros.

Previsões
Com base em reunião realizada em março deste ano com meteorologistas de toda a Região Nordeste, na cidade de Recife os próximos meses deverão apresentar queda nos índices de chuva. Segundo o prognóstico, a previsão é de chuvas abaixo da média histórica para o setor leste do Nordeste, incluindo a Grande Ilha.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), hoje o tempo deverá permanecer nublado na maior parte do dia, com a possibilidade de chuvas no início da noite. A temperatura deverá variar, ainda de acordo com o Inmet, entre 24ºC e 31ºC.

Rua dos Maçaricos, na Ponta do Farol, também ficou alagada

Vias ficam alagadas com chuva intensa

A chuva que caiu por mais de uma hora no início da tarde de ontem, na capital maranhense, causou vários pontos de inundação em vias. Além disso, os constantes raios deixaram a população sobressaltada, principalmente devido aos riscos de acidentes e quedas de energia. Até o fechamento desta edição, nenhuma ocorrência mais grave envolvendo raios foi registrada.

Na Avenida Senador Vitorino Freire, foram vistos pelo menos três pontos de alagamento, sendo um em frente ao Banco do Brasil, o outro a poucos metros da sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e o terceiro ao lado do Ministério Público Federal (MPF). O grande volume de chuva foi suficiente para deixar o trecho com grande acúmulo de água. Os motoristas foram obrigados, nestes trechos, a diminuir a velocidade dos veículos.

Na Rua dos Maçaricos, Ponta do Farol, um restaurante ficou “ilhado”, devido ao excesso de água. Mesmo após duras horas do término da chuva, o local ainda estava inundado. O mesmo aconteceu em outros trechos da Avenida Mário Meirelles, na Lagoa da Jansen.

Em outros pontos da cidade, como Cidade Operária, Cidade Olímpica e São Cristóvão, várias vias também ficaram inundadas. Por sorte, em boa parte delas a água não conseguiu entrar nas residências.

SAIBA MAIS

Janeiro - 418,5 mm (volume em 2017); 244,2 mm (média histórica)
Fevereiro – 352,5 mm (volume em 2017); 373 mm (média histórica)
Março - 440 mm (volume em 2017); 428 mm (média histórica)
Abril - 365 mm (volume em 2017); 475,9 mm (média histórica)

Fonte: Núcleo de Meteorologia da Uema

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