Esporte | Demitido

Após eliminação no Nordestão, Argel Fucks é demitido do Vitória

Treinador deixa o clube dois dias antes da disputa da final do Campeonato Baiano; no clássico contra o Bahia, que está marcado para amanhã, o Vitória será comandando por Wesley Carvalho, até a chegada do novo técnico rubro-negro
02/05/2017

Técnico Argel Fucks não é mais treinador do Vitória. Ele não resistiu à derrota no Ba-Vi do último domingo, e consequente eliminação da Copa do Nordeste, e foi demitido na tarde desta segunda-feira, após reunião que envolveu membros da diretoria rubro-negra. O comando da equipe fica a cargo do auxiliar Wesley Carvalho.
“Está confirmado [que Argel foi demitido]. Wesley Carvalho assume o time nesses dois jogos. Não existe nome [de outro treinador], ninguém foi contatado. Nosso foco é nesses dois jogos”, afirmou o diretor de futebol rubro-negro, Sinval Vieira.
A demissão ocorre dois dias antes da primeira partida contra o Bahia, pela final do Campeonato Baiano. Informações de bastidores dão conta de que nomes como Carlos Amadeu, Petkovic e Péricles Chamusca estão entre os desejados para o comando rubro-negro.
Argel foi protagonista de uma confusão ocorrida após o clássico realizado no fim de semana, na Arena Fonte Nova. Na saída de campo, o técnico e o volante Edson, do Bahia, que haviam se desentendido no clássico da última quinta-feira, bateram boca, o que iniciou um tumulto. O técnico Guto Ferreira, inclusive, perdeu os óculos no meio do bate-boca. Seguranças dos dois times e policiais militares precisaram fazer uma espécie de cordão de isolamento no caminho até os vestiários.
Descontrolado e muito exaltado, Argel gritou com vários jogadores do Bahia enquanto subia as escadas. O volante Renê Junior e o técnico Guto Ferreira precisaram ser retirados do local pela polícia. O treinador interpelou o presidente do Bahia e, com dedo em riste, bradou contra o dirigente. Durante a confusão, o zagueiro Alan Costa tentou sair em defesa de Argel e quase se desentendeu com um policial militar.
Argel foi contratado durante o Campeonato Brasileiro de 2016 para substituir Vagner Mancini. A principal missão do técnico era evitar o rebaixamento. No ano passado, foram 14 partidas pela competição nacional, com seis triunfos, um empate e sete derrotas. No fim, o Rubro-Negro permaneceu na elite do futebol nacional.
No início da atual temporada, após a eleição de um novo presidente, Argel foi tratado como “plano B”, mas teve o contrato renovado até o fim da temporada. Foi o técnico, inclusive, que indicou algumas contratações, como o lateral-esquerdo Geferson, o zagueiro Alan Costa e o meia Cleiton Xavier. As indicações vazaram por um descuido do clube, que fotografou a divulgou a lista de reforços nas redes sociais.
Os primeiros jogos do ano foram de resultados positivos, mas resultados ruins. Argel esteve ameaçado após um triunfo por 1 a 0 sobre o Galícia, ocasião em que os jogadores convenceram a diretoria a dar mais uma chance ao técnico.
“O grupo se fechou e pediu pela não saída de Argel. Mas eu disse: "Que saída? Nós não estamos pedindo a saída". O grupo pediu para que não se tirasse Argel. Mas não que isso estivesse para acontecer. Quando o grupo pede a permanência do técnico, não é inteligente tirar esse treinador. Saiu a notícia de que Argel tinha sido demitido. Quem demite é presidente. Espanta essa informação”, comentou o diretor de futebol, Sinval Vieira, na época.
Desde que chegou ao Vitória, Argel comandou o Vitória em 42 partidas, com 27 triunfos, cinco empates e dez derrotas. O aproveitamento total foi 68%. l

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