Política | STF

Alexandre de Moraes usa sabatina para se defender

Indicado ao ministério de Michel Temer pelo PSDB e com várias polêmicas envolvendo suas teses, ex-ministro da Justiça foi ouvido no Senado Federal
22/02/2017

BRASÍLIA - Na sabatina no Senado para que assuma vaga de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro licenciado Alexandre de Moraes (Justiça) procurou rebater polêmicas envolvendo seu nome. Filiado até recentemente ao PSDB, ex-secretário de Segurança Pública do governo tucano de São Paulo e ministro do governo Michel Temer, Moraes disse que atuará com imparcialidade, caso seja confirmado pelos senadores ministro do STF. "Eu me julgo absolutamente capaz de atuar com absoluta imparcialidade, absoluta neutralidade dentro do que determina a Constituição", disse reiteradas vezes.
Ainda durante sua fala, Moraes rechaçou acusações de que ele teria sido advogado da organização criminosa PCC. "Jamais fui advogado do PCC", disse, atribuindo o boato a "calúnias da internet". Moraes acrescentou ainda que processou oito sites que publicaram a versão.
Moraes relatou que o escritório onde era sócio-administrador tinha vários clientes, entre eles, uma cooperativa que, em 2014, emprestou uma garagem da sede para uma reunião política e, dentre os participantes havia investigados por ligação com o crime organizado.
Segundo Moraes, o assunto repercutiu de forma deturpada, em 2015, quando ele assumiu a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Ele disse que na época tomou as medidas judiciais cabíveis.
Moraes também minimizou o fato de ter declarado ao Senado não ter parentes que exerçam ou que tenham exercido atividades vinculadas à atividade profissional dele. O escritório da família Moraes tem ações em andamento no STF. A mulher de Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, é uma das advogadas responsáveis pelos processos.
"Minha esposa é advogada? É. Conheço ela há 30 anos. É advogada há mais de 20 anos. Eu pergunto: qual é o problema?", prosseguindo: "Obviamente, em assumindo o cargo de ministro do STF, todos os casos em que minha esposa tenha atuado, em que o escritório tenha atuado, todos eles eu me darei por impedido", afirmou Moraes.
Com relação ao conteúdo de sua tese de doutorado, em que critica a indicação de ocupantes de cargos públicos à condição de ministro do STF, Moraes explicou que na verdade apresentou vários modelos de indicações defendidos por diferentes juristas, de diversos países.

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