Cidades | Horários e benefícios

Definidas regras para o comércio de São Luís em 2017

Assinatura das Convenções Coletivas de Trabalho foi realizada na terça-feira na Fecomércio; foram definidos horários de funcionamento durante feriados, pagamentos, gratificações e salários para o próximo ano
14/12/2016 às 13h00
Definidas regras para o comércio de São Luís em 2017Funcionamento do comércio da Rua Grande foi definido (Flora Dolores / O ESTADO)

As Convenções Coletivas de Trabalho (CCT’s) que definem as regras para o comércio ao longo de 2017 foram assinadas nesta terça-feira, 13, pelas entidades que representam empregadores e empregados do comércio de São Luís. Os acordos foram assinados em reunião na sede da Federação do Comércio.

As Convenções Coletivas estabelecem, por exemplo, o salário-base dos comerciários, feriados e horários especiais de funcionamento das lojas em datas comemorativas. O documento abrange diversos segmentos do comércio de São Luís e reajusta em 8,5% os salários dos empregados comerciários da capital.

Salários
Com isso, o piso salarial da categoria passa a ser estabelecido em R$ 1.051,00, mas no período de vigência do acordo o salário-base dos comerciários não poderá ser inferior ao salário mínimo nacional acrescido de 10%. Para os empregados que exercem a função de Caixa, a Convenção atribui ainda uma gratificação de 17% sobre o salário-base do operador a título de quebra de caixa, ou seja, valor destinado a cobrir os riscos assumidos pelo empregado que lida com manuseio constante de dinheiro.

“Hoje nós finalizamos as negociações com a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho que abrange os direitos e deveres por parte dos empregadores e dos empregados ao longo de 2017. Esse acordo foi de suma importância e fundamental, pois estabelece entre outras questões, o novo piso salarial da categoria do comércio de São Luís”, comemora o presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de São Luís, Osvaldo Paulino de Sousa.

Horários

Sobre o horário de funcionamento do comércio, o acordo determina que os estabelecimentos comerciais podem funcionar de segunda-feira a sábado em regime de horário livre, respeitando a jornada semanal de cada funcionário que não pode ultrapassar 44 horas de trabalho.

No caso de prorrogação da jornada, o máximo permitido é de duas horas extras diárias que serão pagas com adicional de 55% sobre o valor da hora normal. O comércio pode funcionar também aos domingos no horário das 8h às 14h para os estabelecimentos de rua e das 14 às 20 horas para os localizados nos shopping centers. No entanto, para o funcionamento aos domingos, as empresas terão que adotar um sistema que impeça que o empregado trabalhe mais do que dois domingos consecutivos.

Feriados
A Convenção Coletiva regulamenta também os horários de funcionamento do comércio durante as datas comemorativas ou feriados. O documento autoriza, por exemplo, nos dias 21 de abril (Tiradentes), 28 de julho (Adesão do Maranhão à Independência), 12 de outubro (Nossa Senhora Aparecida) e 15 de novembro (Proclamação da República) o comércio de rua a funcionar das 8h às 14h e o comércio de Shopping Centers das 14h às 20h, com pagamento de 100% sobre o valor da hora normal e mais gratificação de R$ 43,40.

No período carnavalesco, o comércio funcionará no sábado até às 14h, reabrindo somente na Quarta-feira de Cinzas a partir das 14h. As empresas situadas nos Shoppings poderão funcionar até o sábado às 22h, reabrindo na Quarta-feira de Cinzas a partir das 14h.

A Convenção Coletiva fixa também que não haverá expediente no comércio na penúltima segunda-feira do mês de outubro, dia 23, dedicado às comemorações do Dia do Comerciário e considerado de repouso remunerado para os empregados.

Benefícios
Além das regras de horários de funcionamento e reajuste salarial, a Convenção Coletiva trata também sobre outros benefícios para os empregados do comércio, entre eles fica definido que o empregado que trabalhar no horário da noite, das 22h às 5h, deverá receber adicional noturno de 30%. Sobre os empregados que trabalham como Caixa, o acordo determina que não poderá ser descontado do salário dos comerciários os valores referentes a cheques irregulares ou sem provisão de fundos, desde que cumpridas as normas da empresa que deverão estar previamente estabelecidas por escrito e com ciência do empregado.

No caso das empresas instituírem o uso obrigatório de uniformes, adornos, calçados ou maquiagens, a Convenção prevê que os estabelecimentos comerciais deverão fornecê-los gratuitamente aos empregados. Quanto aos cursos ou reuniões de iniciativa do empregador, eles deverão ser realizados durante a jornada de trabalho, se forem fora do horário normal de trabalho, a empresa fica obrigada a pagar hora extra ao empregado.

Outro ponto tratado no documento é a questão da falta do trabalhador. O comerciário terá direito ao abono de até duas faltas semestrais no caso de necessidade de acompanhar consulta médica do filho de até 14 anos. Também podem ser abonados até dois dias consecutivos em caso de falecimento de cônjuge, ascendente, descendente ou irmão; até três dias consecutivos em virtude de casamento; e até cinco dias para o empregado que for pai, no decorrer da primeira semana de nascimento do filho.

FERIADOS

*21 de abril (Tiradentes)
*28 de julho (Adesão do Maranhão à Independência)
*12 de outubro (Nossa Senhora Aparecida)
*15 de novembro (Proclamação da República)
*Comércio de rua funciona das 8h às 14h e o comércio de Shopping Centers das 14h às 20h horas, com pagamento de 100% sobre o valor da hora normal e gratificação de R$ 43,40
Sábado de Carnaval - comércio fiunciona até às 14h
Domingo de Carnaval – comércio fechado
Quarta-feira de Cinzas – comércio aberto a partir das 14h
23 de outubro (comemoração do Dia do Comerciário) – comércio fechado

SAIBA MAIS

Participaram da reunião o presidente em exercício da Fecomércio, Marcelino Ramos Araújo; do presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de São Luís, Osvaldo Paulino de Sousa; do presidente do Sindicato do Comércio Atacadista de Gêneros Alimentícios, Antonio de Sousa Freitas; do presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Material Elétrico, Maurício Aragão Feijó; do presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Joalheiros e Óticas, Antonio Josiel Santos Sousa; além do assessor jurídico da Fecomércio, José Ahirton Batista Lopes.

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