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Maranhenses se destacam em evento mundial de robótica

Equipe Craft, única participante do Nordeste, ficou entre as 15 primeiras na 12ª edição do Winter Challenge; disputa ocorreu em São Paulo
13/07/2016 às 07h28
Maranhenses se destacam em evento mundial de robóticaEstudantes apresentam o robô Kepler 186f (Divulgação / Lauro Vasconcelos)

SÃO LUÍS - Alunos do Centro de Ensino Bem Ony Gomes, escola da Rede Estadual de Ensino, localizada no município de Arame, formaram a equipe Craft – Construtores de Robôs Aramenses Fazendo Tecnologia –, que ficou entre as 15 primeiras em uma competição entre robôs na 12ª edição do Winter Challenge, um dos maiores eventos mundiais do segmento de robótica, realizado, no último fim de semana, em São Paulo. O grupo maranhense concorreu com o robô ​Kepler, 186f com 36 inscritos na categoria Hobbyweight 5.4 kg.

A equipe Craft, única participante do Nordeste composta por estudantes da educação básica foi, também, a única com alunos da rede pública estadual do Maranhão. A competição reuniu equipes de todo o Brasil e América Latina, a maioria formada por estudantes de engenharias, mestres e doutores da área. Os estudantes e professores viajaram, na quarta-feira (6), para São Caetano do Sul (SP) e participaram do encontro realizado no Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), de sexta (8) a domingo (10).

A equipe foi composta pelos estudantes Lismael Silva Sousa, 16 anos; Wesley Santos de Sousa, 15 anos; e Rodrigo de Oliveira Santos, 16 anos. Eles foram acompanhados por dois docentes. Plínio Nascimento, que é professor de Física da escola Bem Ony Gomes, lembra quando os jovens participantes chegaram empolgados para ele e falaram da intenção de construírem um robô, ainda no primeiro ano do Ensino Médio. “Depois de tudo que aconteceu nestes dias com estes meninos, sem sombra de dúvida, eles ficaram estimulados a estudar e melhorar cada vez mais. Como professor, digo que eles foram grandes. Com certeza seguirão a carreira da engenharia e vão sempre se lembrar dessa grande ajuda”, enfatizou.

Robô

O projeto apresentado pelos estudantes de Arame é um robô de combate da classe Hobbyweight 5.4Kg, que tem como objetivo suportar uma luta com 3 minutos de duração contra um oponente do mesmo peso, na maioria das vezes, com uma arma ativa.

A iniciativa nasceu da curiosidade do estudante Lismael Silva Sousa em robótica, quando ele ainda era estudante do ensino fundamental. Como sozinho não conseguiria arcar com os custos do projeto, juntou-se com os estudantes Wesley Santos de Sousa (2° ano) e Rodrigo de Oliveira Santos (3° ano) e então fundaram a equipe Craft. “Tivemos que estudar disciplinas de nível superior para termos conhecimento na área”, afirmou Lismael Silva Sousa.

O estudante disse que, para construir o robô, eles compraram os materiais pela internet, pois algumas peças são difíceis de encontrar no Maranhão. “Mesmo com a simplicidade do nosso robô, conseguimos participar, este ano, da competição. E fica a grande lição de que o mais importante não é ganhar, e, sim, aprender, e aprendemos muito”, disse o estudante que pretende estudar Engenharia Eletrônica.

Os alunos que foram a Craft garantem que continuarão estudando para desenvolver outro robô e participar da próxima competição. “É uma área que desenvolve nosso raciocínio e contribui com o rendimento de disciplinas que estudamos na escola, como a física e a matemática. A grande lição que fica é que o estudo vale ouro”, garantiu o estudante Rodrigo de Oliveira Santos, que planeja fazer Engenharia Mecânica.

O mais novo do grupo, Wesley Santos de Sousa, de 15 anos, conta, empolgado, que outros colegas da escola estão desenvolvendo projetos e buscam a ajuda deles. Ele disse que a presença de maranhenses na competição mostra para muitos jovens do estado que é possível conseguir avanços. “Queremos servir de inspiração para outros jovens”.

O que são robôs de combate

Robôs de combate, também conhecidos como robôs de guerra, são especialmente desenvolvidos para lutar com outros robôs, testando a resistência, durabilidade e criatividade de seus inventores. A guerra de robôs já é realizada nos Estados Unidos e Grã ­Bretanha há muitos anos e chegou ao Brasil em 2002.

As máquinas são compostas por rodas ou pernas, motores de acionamento para locomoção e armas, baterias, transmissão mecânica, circuitos de controle dos motores, circuitos receptores, sensores (no caso de robôs autônomos ou semi­autônomos), e a parte mecânica, composta de chassis, blindagem e armas, sendo também usados pistões pneumáticos e hidráulicos, dependendo do projeto.

As regras e robôs são divididos em categorias de peso máximo: Antweight (1 Lb ou 453g), Beetleweight (3 Lbs ou 1,36Kg), Hobbyweight (12 Lbs ou 5,44Kg), Featherweight (30 Lbs ou 13,6Kg), Lightweight (60 Lbs ou 27,21 Kg), Middleweight (120 Lbs ou 54,4 Kg), Heavyweight (220 Lbs ou 99,79 Kg) e Super Heavyweight (340 Lbs ou 154,22 Kg).

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