Cidades | Aedes aegypti

São Luís tem mais de 4.300 notificações de doenças transmitidas pelo Aedes

Dados são referentes à dengue, zika e febre chikungunya; a área do São Francisco é a localidade na cidade com a maior quantidade de notificação dessas doenças, transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti
Leandro Santos / O Estado25/05/2016

São Luís já registrou mais de 4.300 casos notificados das três doenças transmitidas pelos mosquito Aedes aegypti: dengue, zika e febre chikungunya. Dessas, a dengue é a que mais apresenta casos notificados e a região do São Francisco é onde mais ocorreram essas notificações.

De janeiro até ontem, os dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) mostram que este ano foram registrados 2.256 casos de dengue. Em segundo lugar estão os casos de zika, com 1.078 notificações. Já os casos de febre chikungunya contabilizam 1.064 notificações, totalizando 4.398 casos notificados das três doenças.

Preocupação
Os casos de dengue foram os mais registrados este ano, de acordo com a Semus. Das 2.256 notificações, 269 casos foram registrados em janeiro; 450 em fevereiro; 858 em março; 607 em abril; e, até o momento, 72 casos ocorreram este mês.

Os dados mostram que o aumento de casos de dengue na cidade está relacionado com a intensificação do período chuvoso, uma vez que a água parada em objetos que acumulam o líquido se transforma em foco de criação do mosquito.

Os meses de março e abril são os que mais registraram casos da doença na cidade e esses foram os períodos em que mais choveu na cidade, conforme o Núcleo de Meteorologia da Universidade Estadual do Maranhão (Uema). A tendência é de que as notificações de dengue diminuam nos próximos meses, com a redução do índice pluviométrico. Este mês, foram notificados 72 casos da doença.

Mesmo com a tendência de redução nos próximos meses, a preocupação deve ser sempre máxima para evitar a proliferação da doença. Em todo o ano passado, a Semus registrou 2.924 casos de dengue, enquanto este ano já foram 2.256 casos.

Com relação à zika, este ano foram notificados 1.078 casos enquanto no ano passado foram 3.012 casos, sendo percebida uma diminuição. No entanto, houve um aumento na quantidade de casos notificados de febre chikungunya passando de 120 no ano passado para 1.064 este ano.

Localidades
Na capital maranhense, a região do São Francisco concentra a maior quantidade de casos de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti com 618 casos de dengue, 97 de febre chikungunya e 218 de zika. Em seguida, aparece a região do Coroadinho com 83 casos notificados de dengue, 78 de zika e nenhum de febre chikungunya

De acordo com Pedro Tavares, coordenador do programa municipal de combate à dengue, da Secretaria Municipal de Saúde (SES), a presença de lixo acumulados nessas regiões é um dos principais fatores para a proliferação do mosquito. Na manhã de ontem, O Estado dois pontos de acúmulos de dejetos localizados às margens da Avenida Ferreira Gullar que continham diversos objetos que se transformam em locais de acúmulo de água, pontos esses ideais para o nascimento do A edes.

Para reduzir a quantidade de casos notificados, ele afirmou que periodicamente são realizados mutirões em bairros da cidade. Nessas atividades são feitas vistorias no interior das residências - pois grande parte dos focos está dentro dos imóveis -, tratamento de possíveis focos, palestras em escolas, nebulização com os carros fumacê e ainda o recolhimento de entulho, atividade desenvolvida em parceria com a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp).

Tavares ainda chamou atenção para a necessidade da participação da população no combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e febre chikungunya. “É importante a ajuda da população que tem um papel fundamental em reduzir a quantidade de casos notificados”, disse.

Combate
A ação mais simples para prevenção da dengue é evitar o nascimento do mosquito Aedes aegypti, já que não existem vacinas ou medicamentos que combatam a contaminação. Para isso, é preciso eliminar os lugares que eles escolhem para a reprodução. Recipientes como caixas d'água, tanques e cisternas devem ser fechados. Potes, pratos, garrafas, pneus, entre outros objetos, também devem ser impedidos de acumular água, principalmente durante o período chuvoso.

O Ministério da Saúde (MS) orienta que um médico seja procurado logo após os primeiros sintomas da doença. Febre alta, dores de cabeça e no corpo, incômodo nos olhos ou alguma manifestação cutânea, não devem ser automedicadas, pois podem mascarar os sintomas e dificultar o diagnóstico da dengue.

Números
4.398 casos notificados de dengue, zika e febre chikungunya
2.256 casos notificados de dengue
1.078 casos notificados de zika
1.064 casos notificados de febre chikungunya

SAIBA MAIS

A dengue é uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus da família Flaviridaee. É transmitida, no Brasil, através do mosquito Aedes aegypti, também infectado pelo vírus. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 50 a 100 milhões de pessoas se infectem anualmente, em mais de 100 países. Cerca de 550 mil doentes necessitam de hospitalização e 20 mil morrem em consequência da dengue. Em todo o mundo, existem quatro tipos de dengue, já que o vírus causador da doença possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Atualmente, a dengue é considerada um dos principais problemas de saúde pública de todo o mundo.

Dicas para combater o mosquito e os focos de larvas

  • Mantenha a caixa d’água sempre fechada com a tampa adequada;
  • Remova folhas, galhos e tudo que impeça a água de correr pelas calhas;
  • Não deixe água da chuva acumulada sobre lajes;
  • Lave semanalmente, por dentro e com escovas e sabão, os tanques utilizados para armazenar água;
  • Mantenha bem tampado tonéis e barris d’água;
  • Encha de areia até a borda os pratinhos dos vasos de planta;
  • Guarde garrafas sempre de cabeça para baixo;
  • Entregue seus pneus velhos ao serviço de limpeza urbana ou guarde-os sem água em local coberto e abrigados da chuva

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