Batalha pela vida

Trigêmeos que comoveram o país seguem luta pela vida no MA

Abimael, Abdiel e Abizael, que perderam a mãe após aneurisma cerebral, estão com 8 meses e dois sofrem com problemas de saúde
Eduardo Lindoso / O Estado Online 15/12/2015 às 17h01
Bebes trigêmeos estão com oito meses e continuam com dificuldades para sobreviver

SÃO LUÍS - Quem não lembra dos bebes trigêmeos que comoveram o Maranhão e o país neste ano? Eles perderam a mãe ao nascerem e, diante da grande repercussão da triste situação retratada em uma reportagem de O Estado Online, muitas pessoas se juntaram com doações, campanhas e gestos de solidariedade. Pois bem, eles cresceram, estão com 8 meses, mas a dura batalha pela vida continua.

Mesmo com todo auxílio que receberam, as crianças ainda sofrem, já que a família - que mora no Quebra Pote (zona rural de São Luís) -, é muito humilde e dois deles sofrem com problemas de saúde. A cuidadora profissional Eliana Dias, que iniciou a primeira campanha de ajuda, mais uma vez tenta mobilizar uma força-tarefa para auxiliar os familiares nesta luta pela sobrevivência de Abimael, Abdiel e Abizael, que, mesmo antes de ter noção da guerra pela vida, já podem ser considerados três fortes guerreiros.

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A mãe, de 45 anos, morreu vítima de um aneurisma cerebral e é fato que as doações e gestos solidários que a família dos bebes recebeu ajudaram, e muito, nesta caminhada. Mas agora os problemas são outros. Recentemente Eliane Dias publicou uma foto recente do trio em uma rede social e relatou os problemas que eles atravessam. Um nasceu completamente saudável, mas os outros dois sofrem com problema de saúde. E a pior situação é do Abizael, que ao nascer sofreu um acidente cerebral e tem a coordenação motora do lado direito do corpo comprometida. Segundo Eliana, que visita a família pelo menos uma vez por semana, o outro tem uma hérnia e precisa passar por uma cirurgia.

Abimael, Abdiel e Abizael perderam a mãe, que morreu após o parto

“Para o Abizael, que sofre com o problema motor, nós já conseguimos um pediatra neurológico e estamos fazendo esse acompanhamento constantemente. Estamos com um dos melhores profissionais da cidade e tenho certeza que ele está em boas mãos”, comentou ela. A cuidadora afirmou que no momento o que tem dificultado o tratamento e a locomoção da criança e da tia até a sede da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), que fica no Outeiro da Cruz.

“Ela precisa de uma ajuda para esse transporte. Eles moram muito longe e fica muito complicado. Temos feito de tudo para não interromper o tratamento, já que já acreditamos que a criança tem dificuldades motoras, mas não tem a cognição afetada. E esse acompanhamento tem de ser feito na APAE. A tia precisa sair de casa cinco horas da manhã para conseguir chegar no horário”, explicou. Quanto ao irmão que sofre com hérnia, ela explicou que segue à procura de ajuda para realização da cirurgia.

Nova mobilização

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Internautas que se mobilizaram da primeira devem iniciar nova campanha para ajudar os trigêmeos. Um político que prometeu reformar e ampliar a casa da família cumpriu a promessa e o local está quase todo adaptado. Mas as dificuldades agora são com a alimentação. “Eles ganharam muitos brinquedos e roupas, mas temos dificuldades com a alimentação deles. O Governo prometeu doação de frutas e legumes mas, segundo a família, apenas uma vez essa ajuda foi doada”, disse Eliana.
Uma página oficial com a crianças será criada no Facebook para uma segunda mobilização de ajuda aos trigêmeos. “Não vamos abandonar essas crianças. Vou me mobilizar mais uma vez e tenho certeza que contarei com a ajuda de muitas pessoas”, finalizou a cuidadora.

Contato para doação

(98) 9-8923-9290 (Eliana Dias)

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