Crítica

Delegado aponta falhas e reclama das condições de trabalho em SL

Sebastião Uchôa era titular da Delegacia do Meio Ambiente e foi transferido recentemente para o 6º Distrito Policial, na Cohab
30/11/2015 às 15h59
Sebastião Uchôa é titular do 6º Distrito Policial, na Cohab

SÃO LUÍS - O delegado Sebastião Uchôa criticou, por meio de uma rede social, as condições de trabalho em que está sendo submetido no 6º Distrito Policial, na Cohab. Ele, que era titular da Delegacia do Meio Ambiente, foi transferido recentemente para o local.

Na publicação, ele relata que o efetivo de policiais é abaixo do ideal e reclama que não se tem disponível uma viatura descaracterizada. "Tudo indica que nada ou até agora, absolutamente nada, mudou ou mudará em tempos vindouros, embora esforços de alguns segmentos funcionais", escreveu.

Uchôa diz ainda que Distritos Policiais e Delegacias Especiais deveriam ser prioridade na gestão da máquina de Polícia Judiciária na capital. "Para estas Unidades Policiais, afora as demandas diárias, escoam todas as produções dos fatos criminosos passíveis de autuações em flagrantes diversos, material e cartorariamente, frágeis dos quatro plantões de Polícia Civil na Ilha", criticou.

Uchôa pede por melhorias

Ele relata, ainda, que as promessas de inaugurações de novo Distritos Policial, não têm cunho de interesse público e da Justiça. "Aumentará somente a angústia da população de se ver e sentir que em nada adiantará na prevenção à criminalidade ou sensação de segurança volte a aflorar no seio social, quando os trabalhos ostensivo sob responsabilidade da polícia fardada, é que, juntamente com o fortalecimento dos Distritos e Especais já existentes, fecharia o ciclo de bem atender à população como um todo", publicou.

O ESTADO ONLINE entrou em contato com o Governo do Estado, que ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Leia, na íntegra, a publicação do delegado:

Com as bênçãos de Deus concluímos mais um semana com uma produtividade além de nossas condições básicas de trabalho, já que tudo indica que nada ou até agora, absolutamente nada, mudou ou mudará em tempos vindouros, embora esforços de alguns segmentos funcionais.

Diante das condições precárias de trabalho uma vez ter um efetivo de policiais muitíssimo distante do ideal e sem viatura descaracterizada, conseguimos, no peito e na coragem, adiantar três inquéritos complexos com total elucidação dos crimes e pedidos de prisão preventiva e buscas domiciliares, afora elucidação com devolução para a vitima de valores que em tese, seriam apropriado num caso de crime de Estelionato, ocorrido, na área da Cohab logo na segunda-feira desta semana, associado a seis audiências de crimes de menor potencial ofensivo, cujas mediações, resultaram em desistências do procedimento em face de o direito violado em essência ser disponível, num clima de extrema pacificação social.

Interessante que numas das ouvidas de suspeitos, conseguimos elucidar dois gravíssimos casos ocorridos em bairros distintos, nos meses de agosto e outubro deste ano, infelizmente envolvendo menor, porém com uma ficha que vai de infrações penais de roubos a homicidios e passagens irrisórias nas Unidades de Recolhimento de menores em conflito com a lei.

Claro que a demanda acima ficou à nossa responsabilidade,pois a colega Titular, com certeza, também produziu seus feitos policiais a altura.

Pensamos que a porta de entrada da Justiça Criminal nas periferias da Grande São Luís (os Distritos Policiais e Delegacias Especiais) deveriam ter prioridade máxima na gestão da máquina de Polícia Judiciária na capital, pois para estas Unidades Policiais, afora as demandas diárias, escoam todas as produções dos fatos criminosos passíveis de Autuações em Flagrantes diversos, material e cartorariamente,frágeis dos quatro plantões de POLÍCIA CIVIL na Ilha.

A lógica de esvaziamento dos Distritos Policiais e de promessas de inaugurações doutros, não tem cunho de interesse público e da Justiça, a nosso entender, uma vez que aumentará somente a angústia da população de se ver e sentir que em nada adiantará na prevenção à criminalidade ou sensação de segurança volte a aflorar no seio social, quando os trabalhos ostensivo sob responsabilidade da Polícia fardada, é que,juntamente com o fortalecimento dos Distritos e Especais já existentes, fecharia o ciclo de bem atender à população como um todo.

Brevemente, pós reconhecimento total da área de circunscrição, iremos realizar ações diferenciadas em nossa área de cobertura, sempre com a vontade de se fazer diferente e mostrando que, mesmo mediante resistências alheias, quem quer fazer, faz, quem não quer ou não tem compromisso para tal, mil desculpas arrumarão para se esconder nas falácias dos vícios funcionais, tão presente no serviço público brasileiro dessas últimas décadas.

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