Rodrigo Bomfim
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Rodrigo Bomfim
Rodrigo Bomfim é jornalista do Grupo Mirante. Editor de política do Imirante, também atua na Mirante News FM e TV Mirante.
Operação Tântalo

Justiça divide em quatro processos ação da Operação Tântalo; 45 foram denunciados

Decisão do TJMA separa 45 denunciados em quatro núcleos para agilizar tramitação da investigação sobre suposta organização criminosa.

Ipolítica

Atualizada em 17/06/2026 às 18h01
Justiça do Maranhão divide ação penal da Operação Tântalo em quatro processos para agilizar análise de denúncias contra 45 investigados.
Justiça do Maranhão divide ação penal da Operação Tântalo em quatro processos para agilizar análise de denúncias contra 45 investigados. (Reprodução/Prefeitura de Turilândia)

A Justiça do Maranhão decidiu dividir em quatro processos a ação penal da Operação Tântalo, investigação que apura a suposta atuação de uma organização criminosa no município de Turilândia. Ao todo, 45 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público do Maranhão. A decisão foi tomada nesta última terça-feira (16) pela desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim, relatora do caso na Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA).

Segundo a magistrada, a medida tem o objetivo de dar mais agilidade ao andamento dos processos, organizar melhor os atos processuais e evitar atrasos na fase de produção de provas.

As acusações foram apresentadas pelo Ministério Público em quatro denúncias diferentes, relacionadas a distintos grupos de atuação identificados durante as investigações.

Com a decisão, o Núcleo Político e Familiar, formado por 10 denunciados, permanecerá nos autos originais. Os demais grupos passarão a tramitar em processos separados: o Núcleo Empresarial e de Interpostos, conhecidos como "laranjas", com 17 denunciados; o Núcleo Administrativo e Operacional, com cinco acusados; e o Núcleo Legislativo, com 13 investigados.

Na decisão, a desembargadora afirmou que o grande número de réus, a variedade de acusações e a autonomia das denúncias justificam a separação dos processos. Segundo ela, manter todos os denunciados em uma única ação poderia dificultar a produção de provas e comprometer o andamento regular do caso.

A relatora também destacou que os autos reúnem informações obtidas por meio de quebras de sigilos bancário, fiscal e telefônico, além de documentos e relatórios relacionados aos diferentes grupos da suposta organização criminosa.

A magistrada ressaltou que a divisão dos processos tem caráter apenas processual e administrativo e não altera a unidade da investigação conduzida pelo Ministério Público. Ela também registrou que continuará responsável pelo processamento e julgamento das quatro ações penais resultantes do desmembramento.

As denúncias envolvem supostos crimes de organização criminosa, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e infrações previstas no Decreto-Lei nº 201/67 e no Código Penal.

Até o momento, a decisão trata apenas da organização da ação penal e não representa um julgamento sobre o mérito das acusações.

Operação Tântalo

Deflagrada pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA) no fim de 2025, a Operação Tântalo investiga a suposta atuação de uma organização criminosa instalada na estrutura da Prefeitura de Turilândia. As apurações apontam indícios de crimes como organização criminosa, fraude em licitações, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro, envolvendo agentes públicos, empresários e pessoas apontadas como intermediárias do esquema. Segundo o MP, os prejuízos aos cofres públicos podem ultrapassar R$ 56 milhões. A investigação resultou na denúncia de 45 pessoas e em medidas judiciais contra autoridades municipais, entre elas o prefeito José Paulo Dantas Filho, o Paulo Curió, vereadores e outros investigados.


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