Não apenas no ambiente físico, mas também no digital, as mulheres estão expostas a práticas de abuso e invasão de privacidade.
Perfis falsos, assédio, importunação sexual e doxxing (exposição de informações pessoais) estão entre os riscos, assim como ataques que podem começar de maneira sutil e evoluir para ameaças mais graves. No entanto, algumas boas práticas podem reduzir consideravelmente a exposição a esses riscos.
Reconheça quando sua privacidade está sendo ultrapassada
Alguns sinais podem indicar que a sua privacidade online está sendo violada:
- Receber mensagens insistentes ou abusivas, seja via SMS ou aplicativos de mensagens;
- Identificar contas falsas ou perceber que alguém está se passando por você;
- Ter informações pessoais ou imagens suas divulgadas sem seu consentimento;
- Sofrer tentativas de monitoramento de sua localização, redes sociais ou dispositivos;
- Ter interações afetivas online que evoluem para manipulação, pedidos de dinheiro ou tentativas de obter dados pessoais.
Controle o acesso a informações pessoais
Diminuir a quantidade de informações pessoais disponíveis online ajuda a limitar sua exposição. Algumas medidas simples incluem:
- Controlar quem pode visualizar seus stories, localização e outras informações pessoais;
- Evitar publicar rotinas ou marcar sua localização em tempo real;
- Revisar as permissões de aplicativos e manter somente aquelas que sejam realmente necessárias;
- Usar senhas diferentes e ativar a autenticação em dois fatores sempre que disponível;
- Verificar frequentemente as sessões logadas e os dispositivos conectados às suas contas;
- Bloquear e denunciar perfis abusivos.
Proteja a sua conexão ao navegar na internet
Além das boas práticas de uso de redes sociais e plataformas online, algumas ferramentas também são valiosas para proteger a sua privacidade online e navegar de forma mais segura.
A VPN, por exemplo, cria uma camada extra de proteção ao criptografar o tráfego da conexão e ocultar seu endereço IP dos sites e serviços acessados. Esse cuidado é especialmente importante ao acessar redes públicas de Wi-Fi, sobretudo quando você não sabe quem administra a rede ou quais medidas de segurança ela utiliza.
Se você ainda não tem uma VPN, pode começar com o download de uma VPN grátis e, posteriormente, avaliar se faz sentido migrar para um plano pago que melhor atenda às suas necessidades.
Se algo acontecer, retome o controle
Se você já se tornou vítima de alguma dessas práticas de violação de privacidade online, o mais importante é coletar as evidências e retomar o controle.
Para isso, considere:
- Coletar evidências: faça capturas de tela e registre datas, horários, conversas abusivas, ameaças ou acessos suspeitos às suas contas.
- Bloquear e denunciar: bloqueie imediatamente os perfis indesejados e denuncie qualquer comportamento suspeito ou claramente mal-intencionado.
- Encerrar as sessões ativas e alterar suas credenciais: troque suas senhas em redes sociais e plataformas online e verifique se a autenticação multifatorial está ativada.
- Buscar ajuda especializada: procure apoio de pessoas ou instituições de confiança, como a SaferNet Brasil, a Polícia Civil ou as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs).
Mais controle digital significa mais liberdade online
Proteger o seu espaço online não significa desaparecer das redes sociais ou deixar de usar serviços digitais. Significa tomar decisões mais seguras sobre quais informações compartilhar e quem pode acessá-las.
Essas boas práticas não garantem que você não se tornará vítima de golpes online ou invasão de privacidade, mas ajudam a reduzir bastante o acesso que pessoas mal-intencionadas podem ter às suas informações pessoais. Quanto mais controle digital, mais liberdade online.
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