Felipe Camarão defende integração das forças de segurança e ampliação do ensino superior durante Sabatina Imirante
Candidato do PT defendeu integração das forças de segurança, concursos para policiais, ampliação do ensino superior e políticas de prevenção à criminalidade durante entrevista
SÃO LUÍS – O candidato ao Governo do Maranhão, Felipe Camarão (PT), defendeu a integração das forças de segurança, a realização de concursos públicos e a ampliação de políticas de prevenção à criminalidade durante participação na Sabatina Imirante nesta terça-feira (25).
Entre as propostas apresentadas estão a criação do programa Segurança para Todos, com apoio às guardas municipais dos 217 municípios, investimentos em inteligência policial, valorização dos profissionais da segurança, ampliação da educação em tempo integral e ensino superior em todas as cidades do estado.
Ao longo da entrevista, Felipe Camarão respondeu a perguntas sobre segurança pública, educação, turismo e cultura, esporte, administração pública e outros temas definidos por sorteio. O candidato também falou sobre atendimento a pessoas neurodivergentes, valorização dos artistas maranhenses, turismo nos Lençóis Maranhenses e modernização da gestão estadual.
Segurança pública
Felipe Camarão afirmou que pretende combinar ações de repressão ao crime com políticas de prevenção, principalmente nas áreas de educação, esporte, cultura e geração de trabalho e renda.
O candidato defendeu o programa Segurança para Todos, que prevê apoio do governo estadual para a implantação e o fortalecimento de guardas municipais nos 217 municípios do Maranhão.
“Para combater o crime organizado e enfrentar a insegurança que nós vivemos, não adianta só reprimir. Reprimir é fundamental, é muito importante. Por isso que no nosso plano de governo nós temos o programa Segurança para Todos. Será o apoio do governo do estado para a implantação de guardas municipais nos 217 municípios. Onde houver, nós vamos reforçar. Onde não há, nós vamos ajudar a criar, vamos entregar viaturas, equipamentos, fazer o treinamento para as guardas municipais”, afirmou Felipe Camarão.
Segundo o candidato, a proposta prevê ainda a integração das guardas municipais com as forças de segurança estaduais e federais.
“E aí nós vamos integrar essas guardas municipais às forças policiais do estado, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Polícia Técnica. A gente precisa integrar, tem que ter inteligência policial. Nós vamos investir também muito em inteligência policial e em organizar as nossas forças de polícia com as forças federais, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal, para que a gente possa combater a criminalidade”, declarou.
Felipe Camarão também defendeu a realização de concursos públicos para recompor os efetivos das polícias e afirmou que pretende valorizar os profissionais da segurança pública.
“É que a gente precisa fazer concurso público para a polícia, não concurso público eleitoreiro, mas concurso público permanente para poder repor. Temos que valorizar os policiais. Essa também é uma questão fundamental do nosso plano de governo. Hoje o policial do Maranhão, fazendo um apanhado de todas as forças, recebe o pior salário do país. A gente precisa valorizar o policial”, disse.
Para o candidato, o enfrentamento às facções criminosas exige ações de inteligência e combate ao financiamento das organizações.
“Facção e crime organizado, como o próprio nome sugere, são organizados. Então, por isso que eu falo sempre não só de apoio, não só de valorização, mas de organização, de coordenação entre as forças policiais para combate ao crime organizado. E com o pressuposto que o presidente Lula tem falado muito, é combater a cabeça da serpente, é o financiamento das facções e das organizações criminosas, porque se eles não tiverem dinheiro para cometer crimes, fica mais difícil deles agirem”, afirmou.
Camarão também defendeu a adoção de câmeras corporais pelos policiais e a criação de uma estrutura de defesa jurídica para os agentes.
“Eu sou favorável a todo tipo de tecnologia para combater a criminalidade. Acho que câmeras nos policiais, além de ser uma autoproteção para o próprio policial, pode evitar inclusive acusações injustas. Eu confio muito na tropa da polícia do Maranhão. Quero fazer essa mensagem destinada aos nossos policiais militares, nossos bombeiros, nossa Polícia Civil, a polícia técnica. Tenho muita confiança. Sei que vocês precisam ser melhor valorizados”, declarou.
O candidato afirmou ainda que pretende criar uma procuradoria para auxiliar policiais que sejam acusados injustamente, sem deixar de defender punição para casos comprovados de violência policial.
“Onde houver violência policial efetiva, a gente tem que punir rigorosamente, mas onde não houver, a gente tem que defender o policial. A gente precisa ter um sistema de acolhimento aos policiais para cuidar da saúde mental desses profissionais e também ter uma procuradoria não para acusar, mas para proteger, para defender os policiais que muitas vezes são acusados de forma injusta”, disse.
Educação
Na educação, Felipe Camarão afirmou que pretende conferir autonomia administrativa, financeira e pedagógica à Universidade Estadual do Maranhão (Uema) e à UemaSul.
O candidato, que é professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), defendeu que o ensino superior faça parte de uma política educacional integrada, da educação infantil à universidade.
“Meu primeiro ato como governador, um dos primeiros, certamente no primeiro dia, vai ser conferir autonomia plena à Uema. A Uema hoje não tem autonomia. Me estranha muito o reitor da Uema, por exemplo, não nomear seus professores, não contratar seus professores, não realizar suas próprias obras, não criar novos cargos, porque isso tudo se resolve dentro da Universidade Federal, pelo Conselho Universitário, dentro dos parâmetros e orçamentos estabelecidos previamente por lei. Isso se chama autonomia, autonomia administrativa, financeira e pedagógica”, afirmou.
Camarão também defendeu uma reorganização das áreas de educação, ciência e tecnologia no governo estadual.
“A grande proposta que eu quero incorporar no meu plano de governo é cuidar da educação em todas as suas etapas. É o governo do estado apoiar prefeituras desde a creche, da pré-escola, educação infantil, ensino fundamental, competência da prefeitura, mas o estado pode apoiar de diversas maneiras. Cuidar do ensino médio, que é a vocação principal do Estado, mas também cuidar do ensino superior”, declarou.
Entre as propostas, o candidato afirmou que pretende ampliar a oferta de ensino superior para todas as cidades do Maranhão, com estrutura adequada para os novos campi.
“A Uema, além disso, precisa ser expandida, mas tem que ser expandida com estrutura. Não adianta a gente abrir um monte de campus no interior e os campi não terem estrutura, ficar só com professor contratado, com professor bolsista, isso também não adianta. Uma das outras possibilidades que nós temos, e o Piauí fez, é expandir o ensino superior. Isso está no meu plano de governo, colocar ensino superior em todas as cidades”, afirmou.
Segundo Felipe Camarão, a expansão das universidades também pode contribuir para o desenvolvimento econômico dos municípios.
“Cada vez que a gente abre um ensino superior, que a gente qualifica mão de obra, esse profissional vai ganhar mais dinheiro. Se ele ganhar mais dinheiro, ele vai gastar mais. É óbvio que ele vai estar mais qualificado e, se ele gastar mais, o estado vai arrecadar mais. Portanto, por isso que a gente tem aquele lugar comum que fala assim: educação não é gasto, é investimento. Isso é claro, mas para isso a gente tem que colocar na prática”, disse.
O candidato também defendeu maior investimento em cursos de engenharia, tecnologia, programação e inteligência artificial.
“Hoje tecnologia, inteligência artificial, programação. Então, se a gente não tiver profissional para fazer isso, esquece, a gente não vai conseguir desenvolver sequer agricultura familiar. Ou alguém imagina que o pequeno agricultor quer continuar na foice, no facão? Então, a gente precisa inovar”, declarou.
Educação inclusiva
Felipe Camarão também apresentou propostas para ampliar o atendimento de crianças e adolescentes neurodivergentes. Ele afirmou que pretende interiorizar os centros especializados atualmente concentrados em São Luís.
“No meu plano de governo, o nosso projeto é interiorizar, começar na nossa primeira gestão, nos primeiros quatro anos, pelo menos nas regionais. São 19, 20 regionais de educação. Pelo menos nesses lugares tem que ter. Isso beneficia não só o estudante, que é o nosso primeiro beneficiado, mas também a família atípica”, afirmou.
O candidato defendeu que os centros funcionem de maneira integrada à rede regular de ensino.
“Então, implantar centros, mas que sejam de educação integral. Onde houver a escola regular, que funcione no contraturno. Este é um ponto. O segundo ponto é fazer uma educação inclusiva, ou seja, colocar nas escolas públicas atendimento para essas crianças, para esses adolescentes. Porque se é inclusão, tem que conviver com a diferença. Não adianta a gente excluir, deixar essas crianças só no centro e elas não participarem das atividades letivas na escola. Isso não é educação. Isso é exclusão, não inclusão”, declarou.
Sobre o desempenho da educação maranhense no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), Camarão afirmou que a meta de seu eventual governo será alcançar os parâmetros nacionais estabelecidos pelo Ministério da Educação e pelo Inep.
“A nossa meta tem que ser a nacional. O Maranhão não pode ficar, Carla, Rodrigo, à mercê de ficar comemorando 0,1, 0,2 de crescimento. Isso é um absurdo. Eu fui secretário de educação seis anos mais um. Eu recebi com 2,8, entreguei com 3,7. Foi um crescimento bom, significativo, mas ainda não estava no ideal”, afirmou.
O candidato relacionou a melhoria dos indicadores à ampliação do ensino integral, valorização dos professores, recuperação da aprendizagem e combate à evasão escolar.
“Onde é que a gente tem que investir? Educação em tempo integral com ensino profissionalizante. E agora com o Pé-de-Meia do presidente Lula ajuda muito, porque tu combate evasão e abandono escolar. A educação integral é quase zero de evasão, quase zero de abandono. Então, o nosso desafio é melhorar a avaliação, o resultado de aprendizagem. Para isso tem que ter professor motivado, tem que ter concurso para professor, tem que ter um pagamento do salário digno para o professor e tem que ter estímulo”, disse.
Turismo e cultura
No turismo, Felipe Camarão defendeu a criação de um calendário permanente de cultura e a integração entre os principais destinos turísticos do Maranhão.
O candidato destacou São Luís como porta de entrada para os visitantes e afirmou que é necessário fazer com que o turista permaneça mais tempo na capital.
“Falta aqui o quê? Uma política permanente de cultura para o ticket médio ficar maior. O turista ficar mais tempo em São Luís e gastando. A gente tem que ter uma programação cultural permanente. A pessoa tem que ficar mais dois, três, quatro dias aqui, gastando em euro, em dólar, porque ele tem que ir no reggae, tem que ir num bumba meu boi, tem que ir num tambor de crioula, tem que ir no cacuriá”, afirmou.
Camarão também defendeu a estruturação do corredor turístico que liga a capital à região dos Lençóis Maranhenses.
“A gente tem que preparar aquele corredor do Munim para o turista ficar mais tempo, porque quem conhece aqui sabe que ali, a partir de Bacabeira, Rosário, no caminho para Axixá, Morros, Presidente Juscelino, Cachoeira Grande, tem cada banho lindo, tem umas pousadas maravilhosas. Se o turista for indo devagarinho, ele vai parando, vai passando o dia, aí dorme. Turismo, turista não tem pressa. Se gostar, ele fica”, declarou.
Para a região dos Lençóis Maranhenses, o candidato afirmou que, além de melhorar as estradas, é necessário qualificar a mão de obra para atender visitantes de outros países.
“Quando chegar em Barreirinhas, não só a infraestrutura, mas a gente precisa melhorar os serviços. Barreirinhas, Paulino Neves, a gente tem que preparar a mão de obra, tem que ser bilíngue. Tem que falar português, tem que falar inglês, tem que falar espanhol. O garçom, o guia, até o pessoal que está ali na lancha, a gente tem que fazer, tem que qualificar. Então, o estado tem que fazer isso”, afirmou.
O candidato também defendeu investimentos privados em empreendimentos turísticos e citou a necessidade de ampliar a oferta de resorts.
“A gente tem que cuidar não só de infraestrutura viária e de locomoção, mas também dos locais. A gente tem que preparar, tem que trazer resort para cá. Bahia vive disso, Ceará vive disso, Pernambuco. Tem que ter resort, tem que atrair esses investimentos para cá, para o ticket médio ficar maior para o turista”, disse.
Na área cultural, Camarão propôs um calendário permanente de atividades e afirmou que o Maranhão não deve concentrar suas políticas apenas no Carnaval e no São João.
“No nosso plano de governo, a minha proposta é um calendário permanente de cultura para o Maranhão. É muito triste quando o governo do estado e prefeitura ficam disputando quem faz o maior Carnaval ou o maior São João e não disputam quem faz a melhor educação, melhor serviço de saúde. São Luís e o Maranhão não podem se resumir só a Carnaval e São João. Temos que ter o calendário permanente”, declarou.
O candidato defendeu ainda a valorização das diferentes linguagens culturais e a criação de oportunidades de trabalho para os artistas durante todo o ano.
“A gente tem que valorizar todas as linguagens culturais. A gente tem que lembrar que São Luís do Maranhão, Atenas Brasileira, é capital também da literatura, o teatro maravilhoso que nós temos, o terceiro teatro mais antigo do país. A gente tem que saber que aqui tem cinema sendo produzido com muita ênfase. Então, todas essas linguagens têm que ser valorizadas”, afirmou.
Para Felipe Camarão, a cultura deve ser tratada também como instrumento de geração de emprego e renda.
“Cultura, para mim, é geração de trabalho, emprego e renda, é geração de oportunidade. Os fazedores de cultura têm que ter trabalho permanente o ano todo. Não adianta ficar só produzindo evento, porque isso não resolve o problema do Maranhão. A gente precisa ter programação de segunda a segunda para aumentar o chamado ticket médio”, disse.
Esporte
Felipe Camarão afirmou que pretende fortalecer o esporte amador e utilizar a Lei de Incentivo ao Esporte para apoiar clubes e atletas maranhenses.
O candidato relacionou a política esportiva à geração de emprego, renda e oportunidades para crianças e jovens.
“Eu trato também o esporte como vetor de transformação, geração de emprego e renda. O setor que mais emprega com carteira assinada no país é o esporte. Não estou falando só de atleta, estou falando de tudo. E o futebol, claro, lidera isso. O que está faltando para o Maranhão? Primeiro, incentivo ao esporte amador. A gente tem que começar na base, temos que incentivar o esporte amador em todas as suas modalidades”, afirmou.
Sobre o futebol profissional, Camarão defendeu a utilização de recursos da Lei de Incentivo ao Esporte para fortalecer os clubes maranhenses.
“O estado pode ajudar, não pode tomar conta, mas pode ajudar. Nós temos um instrumento fundamental no Maranhão, que é a Lei de Incentivo ao Esporte. Ela tem que ser democratizada, dividida com as federações. Mas nós temos sim que destinar uma parcela significativa para o futebol profissional, justamente por essa visão de tratar o futebol, o esporte também como uma produção cultural nossa”, declarou.
O candidato também defendeu a retomada do esporte educacional e afirmou que investimentos na formação de atletas podem produzir resultados no futuro.
“A gente precisa colocar dinheiro no orçamento e na Lei de Incentivo com as federações, para o atleta não ter mais que ficar no semáforo pedindo dinheiro para viajar. O encanto acaba quando tu não tem condição de exercer aquilo. Se a gente conseguir incentivar esse esporte educacional, a gente vai fazer uma rede criativa e produtiva no esporte fantástica, que vai resultar em campeões olímpicos no futuro”, disse.
Administração pública
Na administração pública, Felipe Camarão criticou a ideia de simplesmente “enxugar” a máquina pública e defendeu uma gestão mais profissional, eficiente e baseada em tecnologia.
O candidato afirmou que pretende reduzir cargos comissionados de forma criteriosa, ampliar concursos públicos e evitar a descontinuidade de políticas públicas entre governos.
“Essa história de enxugamento de máquina, ela é bem falaciosa. O que a gente tem que tornar é a máquina mais eficiente. Como é que a gente torna a gestão mais eficiente? Reduzir o número de cargos comissionados aleatoriamente também não é cortar todo mundo. A máquina pública tem que funcionar independente de ideologia A, B ou C. A pior coisa que existe é descontinuidade de políticas públicas”, afirmou.
Camarão citou o Ceará como exemplo de continuidade de políticas públicas na educação e defendeu a profissionalização da gestão estadual.
“O Ceará hoje é anos-luz na frente do Maranhão na educação porque desde Tasso Jereissati, Ciro Gomes, Cid Gomes, Camilo Santana, todos eles não mexeram naquilo que foi essencial, naquilo que funcionava bem, que era educação. Então, a gestão de escola é profissional. A gente tem que separar bem esse discurso falacioso de enxugamento da máquina de tornar a máquina mais eficiente”, declarou.
O candidato também defendeu a digitalização dos serviços públicos e o uso de inteligência artificial para melhorar a gestão.
“A gente tem que fazer governança de TI. O que é governança de TI? Não é colocar processo eletrônico, é utilizar a inteligência artificial, a tecnologia a nosso favor. Você que é servidor federal, que tem um benefício do INSS, consegue se aposentar em 24, 48, até 72 horas, no máximo. Você que é servidor público do estado está esperando sua aposentadoria há quatro, cinco anos, porque não existe nada digitalizado”, disse.
Sobre a Sabatina Imirante
O Imirante realiza uma série de sabatinas com os candidatos ao Governo do Maranhão nas Eleições 2026. As entrevistas são transmitidas ao vivo pelo portal e pelo canal do Imirante no YouTube, diretamente dos estúdios do Grupo Mirante.
As entrevistas são conduzidas pela jornalista Carla Lima, mediadora da sabatina, e pelos jornalistas Rodrigo Bomfim e Ronaldo Rocha, integrantes da cobertura política do Grupo Mirante. Cada entrevista tem uma hora de duração, das 10h às 11h, e os temas são definidos por sorteio durante o programa.
Ao todo, são 11 temas previstos para as entrevistas: Educação, Saúde, Segurança Pública, Turismo e Cultura, Administração Pública, Saneamento Básico, Mobilidade Urbana, Meio Ambiente, Trabalho e Economia, Direitos Humanos e Infraestrutura.
Além da transmissão ao vivo, o conteúdo das sabatinas fica disponível na íntegra, sem cortes, no portal Imirante e no canal do portal no YouTube.
Confira o calendário completo da Sabatina Imirante com os candidatos ao Governo do Maranhão:
- Dia 20/8 (quinta): Roberto Rocha (PRTB)
- Dia 21/8 (sexta): Orleans Brandão (MDB)
- Dia 24/8 (segunda): Reginaldo Lima (PCB)
- Dia 25/8 (terça): Felipe Camarão (PT)
- Dia 26/8 (quarta): Saulo Arcangeli (PSTU)
- Dia 27/8 (quinta): André Luís (Missão)
- Dia 28/8 (sexta): Eduardo Braide (PSD)
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