SÃO LUÍS – O candidato ao Governo do Maranhão, Roberto Rocha (PRTB), defendeu nesta quinta-feira (20) a possibilidade de privatização da Caema e apresentou propostas para saúde, infraestrutura e geração de empregos durante participação na Sabatina Imirante.
Entre as medidas citadas estão a criação de um hospital de traumas, investimentos em rodovias de concreto e ações voltadas à industrialização do estado.
Ao longo da entrevista, Roberto Rocha respondeu a perguntas sobre saneamento básico, saúde, infraestrutura e trabalho e economia, temas definidos por sorteio. O candidato também falou sobre qualificação profissional, atração de investimentos privados e aproveitamento da estrutura portuária e ferroviária do Maranhão.
Saneamento básico
Roberto Rocha defendeu a realização do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) e a elaboração de projetos antes do início de obras de infraestrutura.
“Não existe nenhuma obra de infraestrutura sem antes você ter os estudos e os projetos. Antes bastava ter os projetos. Já era muito demorado, muito caro e não dá voto, porque quem é que vai ver elaboração de projeto? Por conta de obras inacabadas, espalhadas pelo país inteiro, você tem hoje a necessidade de fazer os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental, o EVTEA”, afirmou.
O candidato citou projetos relacionados à BR-135, à Lagoa da Jansen e ao rio Itapecuru. Também afirmou que pretende estudar a possibilidade de privatização da Caema caso seja eleito.
“Pela Constituição, o sistema é do município. Tem um contrato com a Caema. Mas se esse contrato não está sendo feito corretamente, cancela. Então, veja só, no meu governo, nós vamos estudar a possibilidade, sim, de privatizar a Caema”, declarou.
Roberto Rocha defendeu ainda maior participação do capital privado no setor de saneamento e afirmou que segurança jurídica e regras regulatórias são necessárias para atrair investimentos.
“Ninguém bota o seu dinheiro onde não tem segurança jurídica. Segurança jurídica é democracia, é liberdade econômica e marco regulatório. No petróleo, você tem agência, então o capital privado sabe até onde vai a competência dele e onde termina a do governo e começa a sua”, declarou.
Saúde
Na área da saúde, Roberto Rocha afirmou que a prioridade deve ser garantir capacidade de atendimento e manutenção das unidades existentes.
“Eu acho que na saúde a palavra-chave, a palavra de ordem é resolutividade. O Maranhão tem muitas unidades hospitalares feitas, unidades de saúde feitas nos últimos anos. O problema não é construir. O grande problema não é esse. O problema é a manutenção”, afirmou.
Entre as propostas apresentadas estão a criação da Universidade Federal da Amazônia Maranhense, em Imperatriz, e a transferência do hospital estadual da Região Tocantina para a estrutura federal.
“O Maranhão tem três dos seis biomas brasileiros, diferenças enormes de uma região para outra. Então, nós vamos fazer a Universidade Federal da Amazônia Maranhense, o Fama, em Imperatriz. Ela parte dos campi de Imperatriz, Grajaú e Balsas, que já estão prontos. Depois, ela vai avançar para o campus em Açailândia e Barra do Corda”, afirmou.
O candidato também propôs transformar o Palácio Henrique de La Rocque em um hospital voltado principalmente ao atendimento de vítimas de traumas.
“Nós vamos fechar um palácio. O Palácio Henrique de La Rocque, no meu governo, será fechado e transformado num hospital dos acidentados, do Maranhão”, declarou.
Roberto Rocha defendeu ainda parcerias entre Estado e municípios para manter médicos no interior.
“Esse é um problema que os municípios têm, porque um médico, para poder ficar no município, tem um salário muito elevado para a realidade daquele município. Então, é preciso que o Estado esteja em parceria com os municípios também nessa questão. Porque se não tem um médico lá no município, aquela demanda vem para a cidade de São Luís. E essa procissão de ambulância não para nunca. Não adianta só entregar o hospital equipado. Tem que ter pessoal capacitado”, afirmou.
Infraestrutura
Roberto Rocha relacionou investimentos em infraestrutura ao desenvolvimento da produção e da economia.
“Você toca num tema que, para mim, é crucial para o Maranhão, a infraestrutura. Porque, para mim, qualquer cidadão do mundo, qualquer lugar do mundo, só se emancipa, só se desenvolve com um binômio produção e conhecimento. Quando eu falo produção, ela só existe se tiver infraestrutura, se tiver logística”, afirmou.
O candidato defendeu o uso de concreto em determinadas rodovias, levando em consideração as características do solo, e voltou a destacar a necessidade de projetos previamente elaborados.
“Então o inimigo do asfalto qual é? Água. E não é de cima, é de baixo. Como resolver essa situação? O que é obra de infraestrutura adequada? Por exemplo, estrada de concreto”, disse.
Na área de logística e industrialização, Roberto Rocha propôs integrar uma Zona de Processamento de Exportação em São Luís à ZPE de Bacabeira e instalar portos secos em Açailândia, Imperatriz e Caxias.
“Essas duas ZPEs conectadas, as três ferrovias já existentes. Nós não vamos fazer ferrovia, já existe: Ferrovia Carajás, Ferrovia Norte-Sul e Ferrovia Transnordestina. Em cada ferrovia nós vamos botar porto seco”, afirmou.
Trabalho e economia
No tema trabalho e economia, Roberto Rocha defendeu investimentos em qualificação profissional para ampliar a participação dos maranhenses nos empregos gerados por novos empreendimentos.
“O maranhense, ele é capaz. Ele não é capacitado. Quando eu falo que o binômio é produção e conhecimento, gente, é porque, imagina assim, Alcântara, uma indústria aeroespacial gigantesca, um presente de Deus para o Maranhão. Do jeito que o Porto está aqui”, afirmou.
O candidato voltou a citar Alcântara, o complexo portuário, as ZPEs e as ferrovias como estruturas que podem ser associadas à atração de investimentos e à industrialização.
“Eu, governador, crio um ambiente de negócio favorável, com segurança jurídica. Qual empresário que quer vir para o Maranhão? Roberto Rocha vai implantar a segurança jurídica no Maranhão”, declarou.
Roberto Rocha também afirmou que pretende ampliar a presença de indústrias no estado para modificar o perfil das cargas exportadas e gerar mais oportunidades de trabalho.
“Não tem um navio de container, nenhum container, aquela caixa de metal que traz insumos e leva manufaturado. Por que não tem container? Porque não tem fábrica. E o que leva? Minério, alumínio, alumina e grãos”, afirmou.
Sobre a Sabatina Imirante
O Imirante iniciou a série de sabatinas com os sete candidatos ao Governo do Maranhão nas Eleições 2026, com transmissão ao vivo diretamente de seus estúdios.
As entrevistas, com transmissão ao vivo pelo canal do portal Imirante no YouTube, serão conduzidas pelos jornalistas Carla Lima, Rodrigo Bomfim e Ronaldo Rocha, representantes do Núcleo de Política do Grupo Mirante e especialistas na cobertura das Eleições 2026.
As sabatinas começam às 10h e terão uma hora de duração. Os temas serão definidos por sorteio durante cada entrevista e incluem assuntos como Economia, Educação, Infraestrutura, Meio Ambiente, Saúde, Direitos Humanos e Administração Pública.
Confira o calendário completo da Sabatina Imirante com os candidatos ao Governo do Maranhão:
- Dia 20/8 (quinta): Roberto Rocha (PRTB)
- Dia 21/8 (sexta): Orleans Brandão (MDB)
- Dia 24/8 (segunda): Reginaldo Lima (PCB)
- Dia 25/8 (terça): Felipe Camarão (PT)
- Dia 26/8 (quarta): Saulo Arcangeli (PSTU)
- Dia 27/8 (quinta): André Luís (Missão)
- Dia 28/8 (sexta): Eduardo Braide (PSD)
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