Luto no cinema

VÍDEO: José Sarney lamenta morte de Luiz Carlos Barreto e destaca legado ao cinema brasileiro

Ex-presidente recordou a amizade com o diretor de cinema brasileiro e a participação dele na realização do documentário “Maranhão 66”, dirigido por Glauber Rocha.

Imirante.com

Atualizada em 22/07/2026 às 17h35

BRASIL - O ex-presidente da República José Sarney lamentou, nesta quarta-feira (22), a morte do produtor, diretor e fotógrafo Luiz Carlos Barreto, conhecido como Barretão. Um dos principais nomes da história do cinema brasileiro, o cineasta morreu aos 98 anos.

Em vídeo, Sarney destacou a importância de Luiz Carlos Barreto para a cultura nacional e afirmou que a morte representa uma grande perda para o cinema brasileiro. O ex-presidente também manifestou solidariedade à produtora Lucy Barreto, viúva do cineasta, e aos demais familiares.

Luiz Carlos Barreto (Foto: Reprodução)
Luiz Carlos Barreto (Foto: Reprodução)

“Profundamente comovido com a morte de Luiz Carlos Barreto. E acho que morreu com ele uma parte do cinema brasileiro e de sua história. Ele foi meu parceiro, idealista, em todas as leis do audiovisual que estavam tramitando no Congresso”, relembrou Sarney. 

Amizade e ligação com o Maranhão

Sarney recordou a amizade construída com Barretão ao longo de aproximadamente seis décadas. A relação entre os dois também esteve ligada à produção do documentário “Maranhão 66”, que registrou a posse de José Sarney como governador do Maranhão, em 1966.

Produzido por Luiz Carlos Barreto e dirigido por Glauber Rocha, o curta-metragem contrapõe trechos do discurso de posse de Sarney a imagens dos problemas sociais enfrentados pela população maranhense na época. A produção tornou-se uma das obras marcantes da filmografia de Glauber Rocha.

Ao prestar a homenagem, José Sarney ressaltou a atuação de Barretão na valorização da produção audiovisual brasileira e lembrou a contribuição do amigo para a projeção internacional do cinema nacional.

Trajetória no cinema brasileiro

Luiz Carlos Barreto teve mais de seis décadas de atuação como produtor, diretor e fotógrafo. Ele foi uma das principais figuras do Cinema Novo e participou de produções que marcaram diferentes gerações, entre elas “Vidas Secas”, “Terra em Transe”, “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, “Bye Bye Brasil”, “O Quatrilho” e “O Que É Isso, Companheiro?”.

Conhecido pelo incentivo permanente à produção nacional, Barretão deixa um legado ligado à defesa, ao desenvolvimento e à preservação do cinema brasileiro.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.