VÍDEO: José Sarney lamenta morte de Luiz Carlos Barreto e destaca legado ao cinema brasileiro
Ex-presidente recordou a amizade com o diretor de cinema brasileiro e a participação dele na realização do documentário “Maranhão 66”, dirigido por Glauber Rocha.
BRASIL - O ex-presidente da República José Sarney lamentou, nesta quarta-feira (22), a morte do produtor, diretor e fotógrafo Luiz Carlos Barreto, conhecido como Barretão. Um dos principais nomes da história do cinema brasileiro, o cineasta morreu aos 98 anos.
Em vídeo, Sarney destacou a importância de Luiz Carlos Barreto para a cultura nacional e afirmou que a morte representa uma grande perda para o cinema brasileiro. O ex-presidente também manifestou solidariedade à produtora Lucy Barreto, viúva do cineasta, e aos demais familiares.
“Profundamente comovido com a morte de Luiz Carlos Barreto. E acho que morreu com ele uma parte do cinema brasileiro e de sua história. Ele foi meu parceiro, idealista, em todas as leis do audiovisual que estavam tramitando no Congresso”, relembrou Sarney.
Amizade e ligação com o Maranhão
Sarney recordou a amizade construída com Barretão ao longo de aproximadamente seis décadas. A relação entre os dois também esteve ligada à produção do documentário “Maranhão 66”, que registrou a posse de José Sarney como governador do Maranhão, em 1966.
Produzido por Luiz Carlos Barreto e dirigido por Glauber Rocha, o curta-metragem contrapõe trechos do discurso de posse de Sarney a imagens dos problemas sociais enfrentados pela população maranhense na época. A produção tornou-se uma das obras marcantes da filmografia de Glauber Rocha.
Ao prestar a homenagem, José Sarney ressaltou a atuação de Barretão na valorização da produção audiovisual brasileira e lembrou a contribuição do amigo para a projeção internacional do cinema nacional.
Trajetória no cinema brasileiro
Luiz Carlos Barreto teve mais de seis décadas de atuação como produtor, diretor e fotógrafo. Ele foi uma das principais figuras do Cinema Novo e participou de produções que marcaram diferentes gerações, entre elas “Vidas Secas”, “Terra em Transe”, “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, “Bye Bye Brasil”, “O Quatrilho” e “O Que É Isso, Companheiro?”.
Conhecido pelo incentivo permanente à produção nacional, Barretão deixa um legado ligado à defesa, ao desenvolvimento e à preservação do cinema brasileiro.
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