Felipe Fernandes
Divulgação
COLUNA
Felipe Fernandes
Felipe Fernandes é engenheiro pela USP, pós-graduado pela FGV, CEO da RendMais Investimentos e presidente do Grupo Fernandes Ribeiro.
Felipe Fernandes

Você sabe quais são os seus porquês?

Meu porquê de hoje é usar tudo aquilo que aprendi ao longo desse caminho para ajudar mais pessoas a cuidar melhor do próprio dinheiro.

Felipe Fernandes

Pouca gente que me conhece hoje sabe que, durante a faculdade, trabalhei como garçom em festas. Também fui professor de cursinho e cheguei a carregar e montar equipamentos de eventos. Meu primeiro emprego com carteira assinada foi como gerente de fazenda, em Balsas. Depois veio a construção civil. Vieram as empresas, os erros, os acertos e tudo o que fui aprendendo pelo caminho.

Nunca existiu um plano capaz de prever essa trajetória. Mas, olhando para trás, percebo que uma pergunta esteve presente em quase todas as mudanças importantes da minha vida.

Por quê?

Essa talvez seja uma das perguntas mais importantes que alguém pode fazer a si mesmo. Porque ninguém sustenta uma caminhada longa sem um motivo forte o suficiente para continuar quando fica difícil. E sempre fica difícil.

Passei anos observando uma coisa que me incomoda. As pessoas não são ensinadas a lidar com dinheiro. Não na escola, não em casa, não em lugar nenhum. Aprendem a trabalhar, aprendem a ganhar e depois ficam sozinhas diante da parte mais difícil: o que fazer com o que ganharam.

E aí acontece o que sempre acontece. Gente que trabalhou a vida inteira perde o que juntou em uma decisão ruim. Gente boa confunde investimento com aposta. Gente que poderia estar construindo patrimônio passa décadas apenas passando pelo dinheiro, sem que ele fique.

Não é falta de inteligência. Muitas vezes, é falta de acesso ao conhecimento que sempre pareceu reservado a poucos. Investir virou um assunto cercado por uma linguagem que afasta justamente quem mais precisaria compreendê-lo.

Foi desse incômodo que nasceu a RendMais Investimentos.

A construção civil foi uma das grandes escolas da minha vida. Nela aprendi a empreender, administrar, investir, assumir riscos e, acima de tudo, cuidar de pessoas. Por trás de qualquer empresa existem trabalhadores, famílias, clientes, fornecedores e parceiros. Aprendi que nenhum negócio se constrói sozinho e que nenhum projeto faz sentido se não melhorar, de alguma maneira, a vida de alguém.

Meu porquê de hoje é usar tudo aquilo que aprendi ao longo desse caminho para ajudar mais pessoas a cuidar melhor do próprio dinheiro, investir com mais consciência e construir patrimônio para si e para suas famílias.

Mas foi esse porquê que também me obrigou a fazer uma coisa que eu não queria fazer.

Porque um porquê forte tem uma característica desconfortável: ele não pede permissão. Quando é de verdade, exige que você mude. Que aprenda o que não sabe. Que abandone o conforto daquilo que já domina. Que se torne alguém que ainda não é.

Para a ideia chegar a mais pessoas, eu também precisaria chegar a mais pessoas.

Depois de uma vida inteira trabalhando nos bastidores, eu teria que aprender a aparecer. Escrever. Gravar. Ensinar. Comunicar melhor aquilo que passei anos aprendendo a fazer. E me expor ao julgamento de quem não me conhece.

Não fui para a internet porque queria ser conhecido. Fui porque, em algum momento, comecei a sentir que precisava retribuir parte de tudo aquilo que Deus me deu.

Tive oportunidades. Conheci pessoas extraordinárias. Empreendi, administrei, investi, errei muito, acertei algumas vezes e aprendi ao longo do caminho. E comecei a me fazer uma pergunta:

O que devo fazer com tudo aquilo que aprendi?

A resposta que encontrei foi simples:

Eu tenho que fazer o bem com aquilo que sei fazer bem.

E aquilo que aprendi a fazer foi transformar trabalho em empresas, empresas em patrimônio e conhecimento em decisões. Se parte dessa experiência puder ajudar alguém a compreender melhor o dinheiro, investir com mais consciência e construir um futuro mais seguro para sua família, então compartilhá-la passou a fazer sentido para mim.

Foi aí que entendi por que precisava sair dos bastidores.

Aparecer não é o meu porquê. É uma das coisas que o meu porquê passou a exigir de mim.

Esse é o teste de um porquê. Não apenas o que ele nos faz começar, mas o que estamos dispostos a atravessar por causa dele.

Um motivo fraco nos move enquanto é fácil. Um motivo forte nos move justamente quando não é — quando exige aprender de novo, quando nos obriga a sair do lugar onde já éramos bons, quando cobra um preço que preferiríamos não pagar.

Os porquês também amadurecem. O meu, hoje, não é o mesmo de quando comecei. Continuo porque acredito que ainda posso empreender, investir e construir muito. Mas, principalmente, porque acredito que posso usar aquilo que aprendi para ajudar outras pessoas a tomar decisões melhores e construir também o seu próprio patrimônio.

Por isso, vale a pena parar e nomear os seus. Não apenas os mais óbvios ou aqueles que parecem fazer sentido para os outros. Os verdadeiros. Aqueles que, no fundo, explicam por que você escolheu viver a vida que está vivendo.

E vale, de tempos em tempos, conferir se eles ainda são os mesmos. Porque muita gente passa a vida carregando um porquê que já venceu, sem perceber que deixou de acreditar nele há anos.

Eu sei qual é o meu porquê agora.

E você, sabe quais são os seus?


As opiniões, crenças e posicionamentos expostos em artigos e/ou textos de opinião não representam a posição do Imirante.com. A responsabilidade pelas publicações destes restringe-se aos respectivos autores.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.