Rogério Moreira Lima
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COLUNA
Rogério Moreira Lima
Engenheiro e professor da Uema, é embaixador da Abracopel, especialista da Abee Nacional e diretor da Abtelecom e da AMC.
Rogério Moreira Lima

Engenharia de Telecomunicações consolida protagonismo no Brasil

A Engenharia de Telecomunicações vive um momento de consolidação de sua representatividade institucional

Rogério Moreira Lima

Engenharia de Telecomunicações
Engenharia de Telecomunicações (Reprodução)

A Engenharia de Telecomunicações vive um momento de consolidação de sua representatividade institucional. Em um intervalo de poucos dias, duas importantes entidades reconduziram profissionais da Engenharia às suas presidências, reafirmando a confiança em lideranças comprometidas com a inovação, a valorização profissional e o desenvolvimento tecnológico.

No Sistema Confea/Crea e Mútua, o engenheiro de telecomunicações Vinicius Marchese Marinelli foi reeleito presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) para o triênio 2027-2029, dando continuidade a uma gestão marcada pela modernização institucional, pela transformação digital, pelo fortalecimento da fiscalização nacional do exercício profissional e pela valorização da Engenharia brasileira.

Na Associação dos Diplomados do Instituto Nacional de Telecomunicações (ADINATEL), o engenheiro eletricista Marcius Vitale foi reconduzido à presidência para o biênio 2026-2028. A continuidade da gestão permitirá ampliar iniciativas voltadas à integração dos diplomados do INATEL, ao intercâmbio de conhecimentos, ao fortalecimento do networking, à qualificação profissional e à promoção da inovação tecnológica.

Embora possuam finalidades institucionais distintas, as duas reeleições evidenciam um mesmo movimento: o fortalecimento da Engenharia de Telecomunicações e de sua representatividade nacional. De um lado, a recondução de um engenheiro de telecomunicações à presidência do Confea reforça a presença da modalidade na principal instituição de regulamentação profissional da Engenharia brasileira. De outro, a continuidade da gestão da ADINATEL fortalece uma entidade que reúne diplomados de uma das mais importantes instituições de ensino e pesquisa em telecomunicações da América Latina, contribuindo para aproximar profissionais, academia, indústria e mercado.

Esse protagonismo acompanha a própria evolução tecnológica da sociedade. A expansão das redes 5G, os avanços rumo ao 6G, a Inteligência Artificial, a Internet das Coisas (IoT), a computação em nuvem, as cidades inteligentes e a digitalização acelerada da economia colocam a infraestrutura de telecomunicações no centro das políticas de desenvolvimento. Não há transformação digital sem conectividade, e não há conectividade sem engenharia.

Por trás das redes que conectam pessoas, empresas, indústrias, serviços públicos e infraestruturas críticas estão engenheiros responsáveis pelo planejamento, projeto, implantação, operação, otimização, manutenção e evolução dos sistemas de telecomunicações. São esses profissionais que viabilizam a economia digital, ampliam a inclusão tecnológica, impulsionam a inovação e fortalecem a soberania tecnológica do país.

Nesse contexto, a representatividade institucional torna-se cada vez mais estratégica. O Confea exerce papel essencial na regulamentação e fiscalização do exercício profissional, enquanto a ADINATEL fortalece a integração entre os diplomados do INATEL, promovendo a atualização permanente, o intercâmbio de experiências e a disseminação do conhecimento técnico em um setor marcado pela rápida evolução tecnológica.

As reconduções de Vinicius Marchese Marinelli e Marcius Vitale vão além da continuidade administrativa. Elas refletem a confiança dos profissionais em gestões comprometidas com a excelência técnica, a inovação, a ética e o fortalecimento das instituições que representam a Engenharia brasileira.

Mais do que resultados eleitorais, essas reeleições simbolizam o reconhecimento de que a Engenharia de Telecomunicações ocupa posição estratégica no desenvolvimento nacional. Em um país que depende cada vez mais de infraestrutura digital para impulsionar a economia, ampliar a competitividade e promover a inclusão, fortalecer suas lideranças e instituições significa investir na capacidade do Brasil de inovar, conectar pessoas e construir um futuro tecnologicamente mais avançado.


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