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PEQUENOS NEGÓCIOS

Conheça duas histórias inspiradoras de empreendedoras no Dia das Micro, Pequenas e Médias Empresas

As trajetórias de Maria Helena e Carlene mostram como talento, dedicação e persistência podem abrir novos caminhos no empreendedorismo.

Imirante, com informações do Sebrae MA

Atualizada em 27/06/2026 às 17h11
Histórias das empreendedoras maranhenses giram em torno da costura. (Divulgação/SEBRAE-MA)
Histórias das empreendedoras maranhenses giram em torno da costura. (Divulgação/SEBRAE-MA)

SÃO LUÍS - Pequenos no tamanho, gigantes no impacto. No Dia Internacional das Micro, Pequenas e Médias Empresas, celebrado neste sábado (27), histórias de empreendedores maranhenses mostram como os pequenos negócios têm ajudado a transformar vidas, fortalecer comunidades e impulsionar a economia em todo o estado.

Atualmente, o Maranhão conta com 325.470 pequenos negócios formais e ativos, número que representa 95,2% das empresas existentes no estado. Além de movimentarem a economia local, esses empreendimentos são responsáveis pela geração de milhares de empregos e oportunidades para a população.

Por trás das estatísticas estão trajetórias marcadas por dedicação, aprendizado e superação. Uma delas é a da artesã Maria Helena do Espírito Santo, que encontrou no artesanato uma nova fonte de renda e uma oportunidade de crescimento pessoal.

Do artesanato à confiança

Há oito anos, inspirada pela avó, Helena começou produzindo peças simples de crochê para uso doméstico. Com o tempo, ampliou seus conhecimentos para técnicas como pintura em tecido, macramê e, mais recentemente, pontilhismo, arte pela qual se apaixonou durante a pandemia.

O que começou como hobby rapidamente se transformou em negócio. Incentivada por familiares e amigos, passou a vender suas peças, participar de exposições e buscar capacitação por meio de cursos e eventos voltados ao empreendedorismo.

Helena do Espírito Santo encontrou no artesanato caminhos de superação e empreendedorismo. (Divulgação/SEBRAE-MA)
Helena do Espírito Santo encontrou no artesanato caminhos de superação e empreendedorismo. (Divulgação/SEBRAE-MA)

Hoje, formalizada como Microempreendedora Individual (MEI), ela complementa a renda por meio da marca Helena de Tróia Artesanato e celebra uma mudança que vai além das finanças.

“É maravilhosa essa descoberta da nossa capacidade de produzir e ver essa transformação acontecendo dentro da gente. Perdi o medo de falar em público, de gravar vídeos, ao perceber que, além do meu produto, as pessoas querem conhecer a pessoa por trás da arte. Entendi que empreendedorismo é superação, que se vence com leveza e firmeza”, conta.

A força dos pequenos negócios

A história de Helena representa a realidade de milhares de empreendedores espalhados pelo Maranhão. Segundo dados do setor, os pequenos negócios foram responsáveis pela geração de 4.465 das 7.990 vagas formais criadas no estado entre janeiro e abril deste ano.

Nesse universo estão 196.907 microempreendedores individuais, além de micro e pequenas empresas, que representam a maioria (39,7% dos negócios), seguidas de perto pelos MEIs (39,3%), e pelas empresas de pequeno porte (7,04%), que movimentam diferentes segmentos da economia e ajudam a criar oportunidades em diversas regiões maranhenses.

Para fortalecer esse cenário, o Sebrae oferece soluções que vão desde capacitações e consultorias até orientação para acesso ao crédito e ampliação de mercados.

“É uma força gigantesca que temos buscado apoiar, criando condições para que esses empreendedores possam crescer ainda mais, gerando desenvolvimento, dinamismo e oportunidades para o Maranhão. Temos convicção de que o fortalecimento dos pequenos negócios é o melhor caminho para um estado mais próspero, com uma economia dinâmica e potente”, destaca o superintendente do Sebrae Maranhão, Albertino Leal.

Negócio familiar virou oportunidade

Outra trajetória inspiradora é a da empresária Carlene Costa, proprietária da Vestuário Brasil. A relação dela com o empreendedorismo começou ainda na infância, acompanhando o trabalho desenvolvido pela mãe em uma pequena confecção chamada Ateliê K.

Uma das colaboradoras da Vestuário Brasil. (Divulgação/SEBRAE-MA)
Uma das colaboradoras da Vestuário Brasil. (Divulgação/SEBRAE-MA)

Mesmo diante das dificuldades e da resistência inicial da família, Carlene decidiu seguir carreira no setor de moda e confecção. Para isso, buscou experiência profissional, aperfeiçoou conhecimentos e se preparou para assumir o próprio negócio.

A oportunidade surgiu quando a mãe decidiu encerrar as atividades da confecção. Aos 20 anos, Carlene arrendou o espaço e as máquinas e iniciou sua jornada empreendedora.

Empresa gera renda para dezenas

Formalizada como MEI em 2010, a empresária investiu em formação acadêmica na área de Design e trabalhou para consolidar sua marca no mercado. Hoje, a Vestuário Brasil atua na produção de uniformes e fardamentos e já planeja novos passos para ampliar sua presença digital.

Carlene Costa (ao centro) e a equipe da empresa especializada em uniformes. (Divulgação/SEBRAE-MA)
Carlene Costa (ao centro) e a equipe da empresa especializada em uniformes. (Divulgação/SEBRAE-MA)

Além dos resultados financeiros, a empresa se destaca pelo impacto social. Atualmente, gera trabalho e renda para cerca de 25 pessoas entre colaboradores, prestadores de serviço e parceiros da cadeia produtiva.“Muito mais do que preservar um legado familiar, orgulho-me do impacto que consigo gerar na vida de outras pessoas”, afirma Carlene.

Histórias que inspiram transformação

Assim como Helena e Carlene, milhares de empreendedores enfrentam desafios relacionados à gestão financeira, acesso ao mercado, planejamento e competitividade. Ainda assim, muitos conseguem transformar obstáculos em oportunidades de crescimento.

Para o Sebrae Maranhão, são histórias como essas que demonstram a importância dos pequenos negócios para o desenvolvimento econômico e social do Maranhão.

“Histórias como as de Helena e Carlene mostram que os pequenos negócios podem ter tamanho modesto, mas exercem um papel gigantesco na transformação econômica e social do Maranhão. Por trás de cada CNPJ há sonhos, trabalho, perseverança e a capacidade de gerar mudanças que se espalham para famílias, comunidades e para todo o estado”, ressalta o superintendente Albertino Leal.

Para quem vive essa realidade diariamente, empreender significa acreditar no futuro e construir oportunidades.

“Empreender, para mim, rima com esperança. Tenho esperança e venho trabalhando todos os dias para consolidar meu negócio e criar oportunidades para muitas outras pessoas, com o orgulho de saber que para vencer, a gente precisa começar”, complementa Helena.

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