SÃO LUÍS - O Maranhão registrou aumento da área afetada pela seca entre abril e maio deste ano, segundo a mais recente atualização do Monitor de Secas. No período, o percentual do território maranhense com ocorrência do fenômeno passou de 20% para 28%.
Apesar do aumento da área atingida, a intensidade da seca permaneceu estável no estado. De acordo com o levantamento, o Maranhão segue registrando apenas seca fraca, considerada a categoria mais leve da escala utilizada pelo Monitor. São 93.984 quilômetros quadrados afetados.
Os dados mostram que o estado está entre as 11 unidades da Federação que tiveram aumento da área afetada pela estiagem no último mês.
Área atingida pela seca cresce no Brasil
Além do Maranhão, também houve crescimento das áreas com seca em estados como Amazonas, Goiás, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia e Tocantins. Em contrapartida, nove estados registraram redução da área afetada pelo fenômeno.
No quesito severidade, o Maranhão está entre os estados onde a situação permaneceu estável entre abril e maio. No Nordeste, apenas Ceará, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte apresentaram melhora nos indicadores de intensidade.
O levantamento aponta ainda que Acre e Mato Grosso voltaram a registrar seca em maio, enquanto Amapá e Roraima foram os únicos estados brasileiros livres do fenômeno no período.
Brasil tem avanço da estiagem
Em todo o país, a área afetada pela seca aumentou de 3,43 milhões para 4,21 milhões de quilômetros quadrados entre abril e maio. Isso significa que cerca de 50% do território nacional apresentou algum grau de estiagem no último mês analisado.
Entre as regiões brasileiras, o Sudeste apresentou o quadro mais severo, sendo a única região com registro de seca grave. Já o Norte registrou as condições mais brandas do fenômeno.
O Sul foi a região com maior percentual de área atingida, alcançando 84% do território. Por outro lado, o Centro-Oeste teve o menor índice, com 25% de área afetada.
Maranhão registra seca fraca
Segundo o Monitor de Secas, toda a área afetada no Maranhão está classificada na categoria de seca fraca. Isso significa que, embora haja redução da disponibilidade de água e impactos pontuais, o estado não apresenta, neste momento, quadros mais severos de estiagem.
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