CINCO ASSALTANTES

Professor é assaltado durante treino na Litorânea e relata agressão: “Levei um soco tão forte que fui ao chão”

Welberth Ferreira, professor de física, contou que criminosos levaram sua aliança e a chave do carro; ele registrou boletim de ocorrência após receber ajuda.

Imirante

Atualizada em 19/06/2026 às 14h32

SÃO LUÍS – O professor de Física da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Welberth Santos Ferreira, usou as redes sociais para relatar um assalto sofrido na manhã desta sexta-feira (19), enquanto realizava um treino de corrida na Avenida Litorânea, em São Luís. 

Em um vídeo publicado após o assalto, ele contou que foi abordado por criminosos armados, agredido durante a ação e precisou de ajuda para conseguir voltar para casa.

Segundo a vítima, o crime aconteceu em uma área com pouca iluminação. Os assaltantes teriam surgido repentinamente em motocicletas e anunciado o assalto enquanto ele corria. Welberth afirmou que não carregava celular durante o treino, mas que os criminosos encontraram a chave de seu carro e sua aliança.

Cinco criminosos participaram de assalto contra professor

Em entrevista ao Imirante, o professor detalhou que o grupo era formado por cinco suspeitos distribuídos em três motocicletas. De acordo com ele, os assaltantes estavam armados e fizeram uma revista enquanto apontavam as armas em sua direção.

“Pediram meu celular, mas eu estava sem ele. Me revistaram apontando as armas. Quando levantei as mãos, pegaram a chave do meu carro e minha aliança”, relatou. Ainda segundo Welberth, a dificuldade para retirar a aliança provocou uma reação violenta dos criminosos.

Agressão deixou professor atordoado

O professor contou que recebeu um soco no rosto durante o assalto e caiu no chão. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele disse ter sentido fortes dores no olho após a agressão. “Como a aliança estava apertada, levei um soco tão forte que fui ao chão”, afirmou.

Vítima recebeu ajuda de outro corredor que passava pelo local. (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Vítima recebeu ajuda de outro corredor que passava pelo local. (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Poucos segundos depois, já atordoado, viu os criminosos fugirem. Apesar do susto, Welberth contou que rapidamente recebeu apoio de um outro corredor que passava pelo local no momento do assalto.

Nas redes sociais, o professor fez questão de agradecer publicamente ao homem, identificado apenas como Anderson. Segundo ele, o atleta o ajudou a buscar a chave reserva do veículo e permaneceu ao seu lado nos momentos depois do assalto. “Eu queria agradecer do fundo do coração ao Anderson, que eu nem conhecia. Ele me prestou todo socorro e me levou para buscar a chave reserva do carro”, disse.

Professor registrou crime na polícia

Durante esse período, uma viatura policial chegou a realizar buscas pelos suspeitos, mas eles não foram localizados. Welberth informou que policiais que estavam na região orientaram o registro da ocorrência e permaneceram monitorando seu veículo enquanto ele providenciava os procedimentos necessários.

O professor afirmou que registrou boletim de ocorrência e segue abalado com a situação. Corredor e participante frequente de competições, ele relatou que o episódio gerou insegurança e muitas dúvidas sobre o futuro no esporte.

“Sinceramente, não sei como vou fazer daqui para frente. Foi um ano tentando recuperar meu ritmo, voltando a competir e conquistando resultados. Agora preciso processar tudo o que aconteceu”, confessou.

O Imirante solicitou posicionamento da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) sobre o caso.

Mais cedo, corredoras também foram vítimas de criminosos

Horas antes, um outro caso semelhante foi relatado pelo treinador Dilson Pará. Segundo ele, duas corredoras foram abordadas por criminosos armados enquanto treinavam próximo ao centro de treinamento, na Avenida Litorânea.

Dilson contou que estava pedalando em outro trecho da orla quando o crime aconteceu. De acordo com o treinador, por volta das 4h20, três motos com seis homens vestidos de preto se aproximaram das atletas.

"Hoje eu saí para pedalar enquanto duas mulheres ficaram correndo próximo ao CT. Como eu estava de bicicleta, fui um pouco mais longe, até Iemanjá (uma praça). Quando voltei, tinha acabado de acontecer", relatou.

De acordo com o relato, as corredoras chegaram a acreditar que os ocupantes das motos fossem policiais. "No primeiro momento, elas acharam que fossem policiais. Mas quando as motos subiram na calçada, perceberam que não era", afirmou.

As duas mulheres correram em direções diferentes, assustadas, mas foram alcançadas pelos criminosos. "Os homens foram atrás delas, abordaram as duas e pediram os celulares. Como elas não estavam com nada, os homens as revistaram para conferir e depois foram embora", contou.

Apesar do susto, ninguém ficou ferido.

"Quando cheguei, uma delas estava chorando muito. Fiquei com elas por um bom tempo tentando acalmá-las. Graças a Deus, ninguém se feriu", disse o treinador.

Após os dois episódios, atletas que utilizam a Avenida Litorânea para corridas, caminhadas e treinos de ciclismo voltaram a demonstrar preocupação com a segurança na região, especialmente durante a madrugada e nas primeiras horas da manhã.

"Fica o alerta para todos nós que treinamos tão cedo: todo cuidado é pouco", alertou Dilson Pará.

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