Em São José de Ribamar

Dois homens são condenados a mais de 38 anos de prisão por homicídio ligado à disputa entre facções

O julgamento foi realizado nessa quinta-feira (18).

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Somadas, as condenações ultrapassam 76 anos de prisão.
Somadas, as condenações ultrapassam 76 anos de prisão. (Foto: Reprodução)

SÃO JOSÉ DE RIBAMAR – Dois homens foram condenados pelo Tribunal do Júri de São José de Ribamar pela morte de Gueris Mequias Cantanhede da Silva, assassinato ocorrido na madrugada de 2 de maio de 2022, no bairro Roseana Sarney. O julgamento foi realizado nessa quinta-feira (18).

Os réus Magno Amorim dos Santos, conhecido como "Lafu", e Joeliton de Jesus Araújo Fonseca, o "Guga", receberam pena de 38 anos, três meses e três dias de reclusão cada um. Somadas, as condenações ultrapassam 76 anos de prisão.

De acordo com o Ministério Público do Maranhão (MPMA), os acusados integram organizações criminosas e o crime ocorreu em meio à disputa entre facções pelo controle de territórios no município. Embora a vítima não tivesse ligação com grupos criminosos, ela era vista pelos réus como rival por frequentar uma área dominada por uma facção adversária.

Crime ocorreu após saída de festa

Segundo as investigações, Gueris Mequias foi morto ao sair de uma festa. Os dois condenados, acompanhados de outro acusado que responde ao processo separadamente e de comparsas ainda não identificados, abordaram a vítima e efetuaram vários disparos de arma de fogo. O primeiro tiro, conforme a acusação, foi disparado por Lafu na cabeça da vítima, após ela ter sido atraída ao local por Guga.

Durante o julgamento, o promotor de Justiça José Márcio Maia Alves, titular da 8ª Promotoria Criminal de São José de Ribamar, sustentou as teses de homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Também foram considerados os crimes de roubo majorado, furto qualificado e integração de organização criminosa.

As teses apresentadas pelo Ministério Público foram integralmente acolhidas pelo Conselho de Sentença.

Teses do Ministério Público foram acolhidas

Ao comentar o caso, o promotor destacou o impacto da atuação das facções criminosas na cidade.

"Infelizmente, casos como esse são comuns em Ribamar. A atividade criminosa local focada no domínio de territórios e na expansão do tráfico de drogas provoca um clima de insegurança para os moradores", afirmou José Márcio Maia Alves.

A sessão do júri foi presidida pela juíza Ana Gabriela Costa Ewerton. A defesa dos réus foi realizada pelo defensor público José Maria Arcanjo Alves Filho.

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