Operação Domínio Paralelo

Polícia e MP deflagram operação contra grupo suspeito de extorsão e lavagem de dinheiro em São Luís

Facção cobrava taxas de moradores e usava empresa para lavar dinheiro, aponta investigação.

Imirante.com

De acordo com as investigações, moradores da comunidade eram obrigados a realizar pagamentos sob ameaça e intimidação.
De acordo com as investigações, moradores da comunidade eram obrigados a realizar pagamentos sob ameaça e intimidação. (Foto: Divulgação / Polícia Civil do Maranhão)

SÃO LUÍS - A Polícia Civil do Maranhão e o Ministério Público do Maranhão (MP-MA) deflagraram, na manhã desta quinta-feira (18), a Operação Domínio Paralelo, com o objetivo de desarticular um núcleo da facção criminosa Comando Vermelho investigado por crimes de extorsão, domínio social estruturado e lavagem de dinheiro em São Luís.

A ação foi realizada após investigações conduzidas pelo Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO), da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-MA. Segundo os órgãos, o grupo exercia controle territorial sobre a comunidade Península do Ipase, conhecida também como Poeirão, localizada na região do Bequimão.

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Investigação aponta cobrança de taxas a moradores

De acordo com as investigações, moradores da comunidade eram obrigados a realizar pagamentos sob ameaça e intimidação. Os valores arrecadados, segundo os levantamentos, eram movimentados por meio de uma empresa formalmente constituída, que teria sido utilizada para ocultar a origem ilícita dos recursos.

As apurações indicam ainda que a facção utilizava o domínio exercido sobre a área para impor regras, constranger moradores e obter vantagens econômicas ilegais. A prática teria criado uma estrutura paralela de poder sustentada pelo medo e pelo controle social da comunidade.

Prisões e apreensões

Durante a Operação Domínio Paralelo, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva contra investigados apontados como integrantes da organização criminosa. Também foram executados mandados de busca e apreensão em imóveis ligados aos alvos da investigação.

No decorrer das diligências, os agentes apreenderam aparelhos celulares, dispositivos eletrônicos, documentos e outros materiais que serão analisados para auxiliar no aprofundamento das investigações.

Força-tarefa reuniu diferentes equipes

A Operação Domínio Paralelo contou com a participação de equipes do Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO), do Departamento de Combate a Crimes contra Instituições Financeiras (DCRIF) e do Grupo de Resposta Tática (GRT).

Segundo as forças de segurança, a ação reforça a integração entre os órgãos estaduais e o Ministério Público no enfrentamento ao crime organizado e na repressão às atividades criminosas no Maranhão.

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