Palacianos dizem que André Fufuca traiu o grupo governista
Deputado do PP se reuniu na segunda-feira, 15, com o governador Carlos Brandão e disse que não comporá com o grupo governista nas eleições deste ano.
SÃO LUÍS - Depois de dias aguardando uma posição do deputado federal André Fufuca (PP), o Palácio dos Leões, na segunda-feira, 15, ouviu do ex-ministro que não vai concorrer ao Senado na chapa do MDB. Motivo? Um suposto pedido que Fufuca não pode deixar de atender. Com a meia justificativa, palacianos ouvidos pela coluna disseram que o grupo se sente traído pelo deputado.
Há semanas que André Fufuca vinha buscado meios para dizer que não ficaria com o grupo palaciano apesar de sempre ter participado dele desde o início da gestão de Carlos Brandão (MDB). O diretor geral do Detran, por exemplo, é indicado do ex-ministro de Esporte.
Antes de falar com o governador e demais ex-aliados, Fufuca tentou colocar Pedro Lucas Fernandes (União) como o motivo para ele rachar com o Palácio. No entanto, nos últimos dias, o que foi revelado é que, de posse de pesquisas internas, o parlamentar alegava que o melhor caminho a seguir seria com Eduardo Braide (PSD).
Neste vai e vem, Fufuca acabou recebendo um prazo do Leões para se decidir. E na noite da segunda, ele disse que não fica no grupo. Segundo palacianos, ele agradeceu o espaço que sempre teve no governo, mas que recebeu um pedido que não poderia negar. Quem fez o pedido não foi revelado pelo ex-ministro.
Com essa definição, o Palácio dos Leões praticamente fecha questão em relação ao segundo nome na chapa de Orleans Brandão (MDB) para o Senado. A ex-goveradora e deputada federal Roseana Sarney é quem deve ser oficializada na chapa.
Pedro Lucas, para Brandão e para a federação União Progressista, diz que abre mão de entrar na disputa para o Senado.
Além da definição do segundo nome para o Senado, a decisão de Fufuca vai levar a Federação União Progressista para ficar independente como adiantou a coluna há uma semana.
O ex-ministro quer compor (informalmente) com Eduardo Braide. Ou seja, não dará o tempo de propaganda da federação ao ex-prefeito. O mesmo ocorre com Orleans Brandão. Ele terá o apoio de Pedro Lucas, mas ficará sem o CNPJ da federação União Progressista.
E assim vai se definindo o tabuleiro do jogo político eleitoral no Maranhão: com a classe política e seus atores se posicionando com clara participação de quem não deveria mais estar na política.
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