Weverton resiste a pressão e anunciará que fica em chapa de Orleans
Senador é um dos candidatos ao Senado do presidente Lula, mas em Brasília há pressão para que ele faça composição com candidato ao governo do PT, Felipe Camarão.
SÃO LUÍS - Na manhã desta segunda-feira, 25, o senador Weverton Rocha (PDT) fará um ato de pré-campanha e decidiu reafirmar sua candidatura a reeleição. E o pedetista não somente fará isso, ele vai anunciar que disputará o Senado de novo pela chapa de Orleans Brandão (MDB), pré-candidato ao governo estadual.
E Weverton fará isso porque vem sofrendo pressão de Brasília para que sua candidatura a reeleição seja pela chapa do pré-candidato ao governo do PT, Felipe Camarão. A conversa é a de que para ter o apoio do presidente Lula, é necessário estar junto com Camarão que tem ainda a senadora Eliziane Gama (PT) como companheira de chapa.
A pressão teve início logo após a declaração do presidente nacional do PT, Edinho Silva, de que os doi candidatos ao Senado de Lula no Maranhão será Eliziane e Weverton. Na ocasião do anúncio, o senador pedetista disse à coluna que seria candidato na chapa de Orleans mesmo o partido do presidente tendo uma candidatura própria ao governo.
No entanto, a ideia de Weverton Rocha começou a ser questionada de dentro da direção do PT se inciou uma pressão para o senador ser candidato na chapa de Felipe Camarão. Para os aliados do pededista, os movimentos que levam a ideia de composição na chapa petista não vem da política. “É uma clara interferência externa. A mesma que obrigou o presidente Lula a colocar Camarão para disputar o governo estadual”, disse uma fonte do PDT à coluna.
Para os pedetista está claro que a ideia é retirar a candidatura de Weverton Rocha da chapa de Orleans Brandão para que o pré-candidato não tenha qualquer “rastro” de ligação com o presidente Lula.
A alidados, Weverton disse que não aceitará a imposição externa. Por isso, ele vai reunir a imprensa nesta segunda-feira para dizer que fica na chapa de Orleans. O 'dia do fico" do pedetista, no entanto, pode custar o apoio do presidente Lula. Mas mesmo assim, Rocha mantém a postura que será conversada nos próximos dias com o presidente.
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