SÃO LUÍS – O vice-governador do Maranhão e pré-candidato ao Governo nas eleições de 2026, Felipe Camarão (PT), afirmou que a investigação do Ministério Público envolvendo movimentações financeiras de pessoas ligadas ao seu entorno político foi “forjada” e conduzida de forma irregular. As declarações foram dadas durante o programa Imirante Entrevista, conduzido pela jornalista Carla Lima.
O tema surgiu após questionamentos sobre a investigação - suspensa por decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça (STJ) - que apura supostas movimentações financeiras consideradas atípicas envolvendo policiais militares ligados à Vice-Governadoria e à Secretaria de Estado da Educação (Seduc), anteriormente comandada por Felipe Camarão. Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi instalada na Assembleia Legislativa do Maranhão para investigar a situação.
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Durante a entrevista, foi levantado o fato de que a investigação menciona operações financeiras envolvendo um ajudante de ordem do vice-governador e a ausência, até então, de explicações públicas mais detalhadas sobre o caso.
Felipe Camarão rebate investigação
Ao responder aos questionamentos, Felipe Camarão afirmou que nunca foi intimado formalmente para prestar esclarecimentos e criticou a condução da investigação.
“Até hoje eu nunca fui intimado para me manifestar, para explicar nada. Então, eu não tenho como explicar aquilo que eu nem fui informado sobre o que eu estou sendo investigado. Foi feito tudo às coxas e quando o desembargador disse assim: ‘eu não vou afastar o Felipe antes de ouvi-lo’, houve recurso para tentar meu afastamento sem que eu fosse ouvido. Então, assim, só para explicar para a população: eu, Felipe, nunca fui intimado formalmente sobre nada”, declarou.
Segundo o vice-governador, parte das movimentações apontadas pela investigação corresponde a transferências bancárias comuns feitas para um ajudante de ordem responsável por demandas do cotidiano.
“Para quem não sabe, o ajudante de ordem é aquela pessoa que anda ao lado da autoridade e resolve um monte de coisa para ela. Então, é normal eu transferir um PIX para ele, para ele pagar algo para mim, lanche, hospedagem, hotel. Isso aí é a coisa mais normal que acontece”, afirmou.
Durante a entrevista, também foi levantado o volume de movimentações financeiras atribuídas a um coronel da Polícia Militar citado na investigação.
Felipe Camarão contestou os valores divulgados e afirmou que houve interpretação equivocada dos dados financeiros.
“Essa parte não é verdade. Isso é importante que seja dito. O Ministério Público colocou errado. A informação do Coaf foi interpretada de forma equivocada. Quando fazem o relatório de informação fiscal, eles contam movimentações duplicadas. Por exemplo: se alguém manda um dinheiro e depois ele é repassado, contam duas vezes. As movimentações fiscais não correspondem nem perto desse valor. É menos da metade disso e está tudo comprovado”, disse.
O vice-governador afirmou ainda que o policial citado apresentou explicações sobre a origem dos recursos.
“Eu acho muito injusto demonizar alguém, condenar alguém previamente sem que ele tenha tido oportunidade de se defender. Ele me apresentou as explicações, apresentou a origem dos recursos e isso será esclarecido no processo”, declarou.
Camarão voltou a negar irregularidades.
“Esse valor é absolutamente mentira. Eu estou te assegurando. Não teve absolutamente nada de uma movimentação ilegal, ilícita”, afirmou.
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