Nova lei

Câmara de São Luís promulga lei que proíbe mulheres trans em banheiros femininos

Texto promulgado pelo Legislativo determina restrição ao uso de banheiros femininos por mulheres trans em espaços públicos e privados

Ipolítica

Câmara promulga lei que proíbe mulheres trans em banheiros femininos em espaços públicos e privados
Câmara promulga lei que proíbe mulheres trans em banheiros femininos em espaços públicos e privados (Divulgação)

SÃO LUÍS – A Câmara Municipal de São Luís promulgou, na manhã desta quarta-feira (13), uma lei que proíbe mulheres trans em banheiros femininos, vestiários e outros espaços destinados ao público feminino em órgãos públicos e instituições privadas. A promulgação foi anunciada durante sessão legislativa pelo presidente da Casa, o vereador Paulo Victor (PSB), após o texto ter sido aprovado em dois turnos e não ser sancionado pelo Executivo.

Segundo o presidente, a promulgação ocorreu após questão de ordem apresentada pelo vereador Marquinhos (União), autor da proposta.

“Faço promulgar, a partir de agora, a lei que proíbe a utilização de banheiros, vestiários e outros espaços afins nos órgãos públicos e instituições privadas destinados ao público feminino por mulheres trans”, declarou durante a sessão.

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 O que diz a Lei 

O texto define como mulheres trans “as pessoas que nasceram com sexo biológico masculino, mas se autoidentificam como mulher”.

A proposta também estabelece que a regra vale para escolas, órgãos da administração pública direta e indireta, shoppings, supermercados e estabelecimentos semelhantes.

Além disso, a norma determina que banheiros, vestiários e espaços similares deverão ser identificados como masculino, feminino ou familiar.

Segundo Paulo Victor, a proposta trata de uma pauta “sensível” e relacionada ao papel do Legislativo de criar leis e fiscalizar o Executivo.

Tramitação do projeto 

Durante a sessão, foi informado que o projeto foi aprovado em dois turnos pelo Legislativo e que, após o cumprimento do prazo legal sem sanção do Executivo, a Câmara realizou a promulgação da norma.

O vereador Marquinhos defende a proposta como uma medida de proteção e segurança para as mulheres.

Na tramitação, a Comissão de Justiça da Câmara deu parecer favorável ao texto, enquanto a Comissão de Assistência Social se posicionou contra.

Repercussão

Na época da aprovação da lei, em 2025, o Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Maranhão classificou o projeto como um retrocesso. Segundo o órgão, a medida fere princípios constitucionais como dignidade da pessoa humana, igualdade e não discriminação.

A Defensoria também afirmou que impedir o acesso de mulheres trans a espaços públicos com base na identidade de gênero gera constrangimento, exclusão e desrespeita o reconhecimento legal e científico dessas identidades. 

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