SÃO LUÍS – A comissão parlamentar de inquérito que investiga o vice-governador Felipe Camarão (PT) realiza, na próxima terça-feira (5), a primeira reunião para definir o comando dos trabalhos na Assembleia Legislativa do Maranhão.
O encontro está marcado para as 15h, na Sala das Comissões, e deve escolher presidente, vice-presidente e relator da CPI.
Definição abre fase de investigação
A partir da escolha da mesa diretora, a CPI entra, de fato, na fase operacional. A expectativa é que os deputados definam, em seguida, o plano de trabalho.
Entre as medidas previstas estão:
- solicitação de documentos;
- convocação de testemunhas;
- delimitação das linhas de investigação.
O que está sendo apurado
A comissão foi criada para investigar supostas irregularidades envolvendo a estrutura da vice-governadoria e da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), pasta que já foi comandada por Camarão.
O requerimento que deu origem à CPI aponta indícios de movimentações financeiras consideradas atípicas, com possíveis repasses a terceiros e pessoas ligadas ao vice-governador.
Prazo e abrangência
A CPI terá prazo de 120 dias para concluir os trabalhos.
Além do foco inicial, os deputados poderão ampliar as apurações para outros órgãos e agentes públicos que tenham relação com os fatos investigados.
Composição
O colegiado será formado por sete deputados titulares:
- Rodrigo Lago
- Aluízio Santos
- Ana do Gás
- Mical Damasceno
- Yglésio Moyses
- Adelmo Soares
- Ricardo Arruda
Na suplência, integram a comissão:
- Carlos Lula
- Fabiana Vilar
- Helena Duailibe
- Florêncio Neto
- Kekê Teixeira
- Erica Costa
- Jota Pinto
Investigações paralelas
O caso também é alvo de apuração pelo Ministério Público do Maranhão, com tramitação no Tribunal de Justiça do Maranhão. As investigações utilizam, entre outros elementos, relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras.
Posicionamento do vice-governador
Na época da apresentação do requerimento de instalação da CPI, Felipe Camarão repudiou a articulação para a criação da comissão.
O vice-governador afirmou que não pretende recuar diante das investigações.
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