COMÉRCIO LOCAL

Cerca de 40% dos lojistas de São Luís afirmam que a economia piorou, diz Fecomércio

Mesmo com queda na confiança de empresários do comércio, o setor se mantém otimista e mais de 45% dos empresários querem contratar mais funcionários.

Imirante, com informações da assessoria

Atualizada em 28/04/2026 às 09h55
Rua Grande é o coração do comércio de São Luís. (Foto: Hudson Souza/Imirante.com)
Rua Grande é o coração do comércio de São Luís. (Foto: Hudson Souza/Imirante.com)

SÃO LUÍS - Mesmo diante de um cenário econômico mais desafiador, os empresários do comércio no estado ainda mantêm otimismo em relação ao futuro. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) atingiu 109,1 pontos em março, mantendo-se acima da linha dos 100 e indicando otimismo do setor.

Os dados foram divulgados nessa segunda-feira (27), pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio). Em comparação com o mês de fevereiro, houve queda de 1,5% e recuo de 5,1% em relação ao pico registrado em agosto de 2025, sinalizando uma leve perda de ritmo.

Segundo a Federação, os dados mostram um contraste claro. Enquanto o momento atual é visto com preocupação, as expectativas para o futuro seguem elevadas. O Índice de Condições Atuais ficou em 83,1 pontos, e 40,2% dos lojistas afirmam que a economia piorou significativamente.

Comércio está otimista em relação ao futuro

Por outro lado, o otimismo com o futuro continua forte. O índice de expectativas chegou a 143,9 pontos, com destaque para a confiança nas próprias empresas, que alcançou 161,7 pontos. Mais da metade dos empresários acredita em melhora, especialmente entre pequenos negócios, 52,2% deles estão esperançosos.

A pesquisa também analisou o nível de investimento dos empresários, que caiu 6% em apenas um mês, ficando em 89,8 pontos. A intenção de contratação também desacelerou, embora ainda seja positiva, com 45,1% dos empresários planejando ampliar o quadro.

Parte do setor está com estoques cheios

Outro sinal de alerta está nos estoques. O indicador marcou 84,3 pontos, e 25,2% das empresas relataram excesso de produtos armazenados, especialmente no setor de bens duráveis, aqueles que têm uma longa vida útil e não se esgotam com o uso imediato, como eletrodomésticos.

O cenário econômico ajuda a explicar a desaceleração. Com juros em 14,75% ao ano e crédito mais caro, com o rotativo do cartão chegando a cerca de 436% ao ano, investir e comprar de forma parcelada ficaram mais difíceis.

Além disso, o alto nível de endividamento das famílias em São Luís e a inadimplência, que atinge quase 30% da população da cidade, reduzem o poder de compra.

Momento exige estratégia, alerta Fecomércio

Para o presidente da Fecomércio-MA, Maurício Feijó, o momento exige estratégia. Segundo ele, o cenário aponta para um crescimento mais lento, que demanda planejamento e eficiência.

“Os dados mostram que há uma desaceleração da confiança, influenciada por um ambiente econômico mais restritivo. Nesse contexto, o crescimento tende a ser mais moderado, o que exige cautela, planejamento e maior eficiência na gestão”, avaliou. 

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