Conquista

Jovem maranhense que atuou com refugiados conquista bolsa de R$ 3 milhões em universidade dos EUA

Natural de São Luís, Samuel decidiu seguir um caminho diferente após concluir o ensino médio, em 2020.

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Maranhense vai estudar na Duke com bolsa após experiência internacional.
Maranhense vai estudar na Duke com bolsa após experiência internacional. (Foto: arquivo pessoal)

SÃO LUÍS – O maranhense Samuel Silva de Moura, de 22 anos, foi aprovado em 17 universidades dos Estados Unidos e vai cursar Relações Internacionais na Duke University, na Carolina do Norte. Ele conquistou uma bolsa de estudos estimada em cerca de R$ 3 milhões.

Natural de São Luís, Samuel decidiu seguir um caminho diferente após concluir o ensino médio, em 2020. Ele viajou para o Oriente Médio, onde passou a atuar em projetos humanitários voltados a refugiados.

Durante esse período, participou de ações nas áreas de educação e saúde e chegou a viver em um campo de refugiados, convivendo diretamente com famílias em situação de vulnerabilidade.

Maranhense vai estudar na Duke University

“Trabalhar com refugiados é lidar com histórias muito fortes, marcadas por perdas e recomeços”, relatou.

Uma das experiências mais marcantes foi o acompanhamento do caso de uma menina que havia deixado a escola para ajudar na renda da família. Após articulação com a comunidade, ela conseguiu retornar aos estudos.

“Quando demos a notícia, ela caiu no chão chorando. Era como se tivesse passado na melhor universidade do mundo”, lembrou.

Após retornar ao Brasil, Samuel chegou a ingressar no curso de Relações Internacionais da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), mas uma greve interrompeu o início das aulas. Nesse período, ele recebeu um novo convite para voltar ao Oriente Médio, desta vez para assumir uma função de liderança.

Jovem que atuou com refugiados estuda nos EUA

Aos 22 anos, passou a coordenar um programa humanitário, com responsabilidades como gestão de equipes e planejamento de ações.

Ele também acumulou experiências em outros países, incluindo atuação com refugiados na Somália, na África, além de passagens pela Europa.

Com o objetivo de estudar fora do país, Samuel iniciou o processo de candidatura para universidades norte-americanas. A seleção considera, além das notas, o histórico pessoal, atividades extracurriculares, cartas de recomendação e redações.

Após mais de um ano de preparação e envio de documentos, ele foi aprovado em 17 instituições. Destas, sete ofereceram bolsas integrais e duas garantiram financiamento completo.

Samuel deve embarcar para os Estados Unidos nos próximos meses, onde iniciará a graduação. Ele também passou a orientar estudantes interessados em estudar no exterior.

“Quero que mais pessoas vejam que isso é possível”, afirmou.

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