Ao mestre Roberto, com carinho
Seis anos após sua partida, Roberto Fernandes permanece como referência de ética, prestação de serviço e amor ao ofício
Entre aqueles que já passaram pelos microfones de uma emissora de rádio, existe uma máxima carregada de respeito e carinho: o veículo é uma escola.
No ar, por exemplo, um radialista consegue ampliar a sua habilidade no improviso e na eloquência. Os jornalistas, por sua vez, constroem o seu tino jornalístico, aprimoram o texto e vivenciam o diálogo direto com a população.
E, assim como toda escola, o rádio também tem os seus mestres: aqueles que ensinam não apenas o como fazer da profissão, mas pelo que representam.
No Maranhão, um desses mestres foi Roberto Fernandes.
Suas aulas começavam diariamente às 8h, na sintonia 600KHz, lendária Mirante AM. Didaticamente, Roberto mostrava como a ética era a principal aliada do bom jornalismo. Somada à prestação de serviço, uma das lições mais recorrentes do companheiro era como o jornalismo funciona como elo fundamental entre o poder público e a população para a resolução de problemas e a implantação de políticas públicas.
Na apuração política, seja no rádio ou na televisão, Roberto demonstrou como fazer questionamentos fortes, comentários incisivos e tirar autoridades de sua zona de conforto - tudo com classe, inteligência e respeito. Em seus comentários esportivos, era a voz da torcida maranhense e certeiro em expor, em cima do lance, o que por muitas vezes estava preso no peito dos torcedores.
Roberto previu o avanço tecnológico do rádio em espaços multiplataformas e se empolgou quando esse momento chegou ao seu programa. A primeira coisa que ressaltou foi a característica democrática do horário: a prestação de serviço seria - e se tornou - ainda maior. Trânsito, infraestrutura, cidadania… tudo com maior destaque e por meio de sua voz.
Há seis anos, Roberto está em outro plano. Mas permanece vivo entre nós sempre que essas lições acima são colocadas em prática por jornalistas e radialistas: principalmente os mais novos, a quem nunca fez distinção de idade. Muito pelo contrário: incentivou, deu espaço e torceu.
É por isso que, embora a ausência seja sentida, Roberto segue conosco. A sua voz e as suas lições ainda ecoam no coração de cada amigo, colega e ouvinte.
E Ponto Final.
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