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COLUNA
Carla Lima
Carla Lima é jornalista de política do Grupo Mirante. Atua no Imirante, Mirante FM e TV Mirante.
Eleições 2026

Braide quer expandir votos e dividir preferência de eleitorado lulista no MA

PRé-candidato do PSD ao definir por nome da região tocantina do estado pensa em expandir seus votos para o segundo maior colégio eleitoral; para outras regiões, ex-prefeito quer candidatura própria do PT para dividir votos do grupo lulista

Carla Lima/Ipolítica

Candidatura de Felipe Camarão é interessante para Eduardo Braide
Candidatura de Felipe Camarão é interessante para Eduardo Braide (Foto: Divulgação)

SÃO LUÍS - A estratégia do pré-candidato do PSD ao governo do Maranhão, Eduardo Braide, mostra que ele tanto quer conquistar o segundo maior eleitorado do estado quanto quer uma quinta candidatura ao Palácio dos Leões para forçar um segundo turno nas eleições de outubro.

Para sua candidata a vice-governadora, Braide optou por um nome da região tocantina, Elaine Carneiro. Por lá, está Imperatriz, segundo maior colégio eleitoral do Maranhão. Sabendo que o percentual de votos de São Luís em relação ao total do estado chega até 15%, o ex-prefeito da capital sabe que tem que buscar os demais colégios eleitorais. Fazendo conta simples, devido a sua aprovação enquanto comandava a prefeitura, Braide quer manter sua votação de mais de 400 mil votos em 2024.

Nada mais oportuno do que ter uma vice que parece ser o perfil do eleitorado imperatrizense e demais municípios da região.

Mas o pré-candidato do PSD sabe que precisa de mais para conseguir êxito em outubro. Na região tocantina, Eduardo Braide acaba mirando mais na candidatura mais forte por lá que é do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahésio Bonfim (Novo), candidato do campo da direita assim como demonstra ser Braide.

Votos do Palácio dos Leões, por exemplo, ele sabe que podem ser divididos por um nome do grupo lulista que se dividiu pós 2022. Ou seja, para Braide é interessante ter a candidatura de Felipe Camarão (PT), vice-governador do Estado. 

Essa candidatura elimina a possibilidade de uma aliança do PT, partido do presidente Lula (que tem expressiva votação no Maranhão) com o MDB do pré-candidato Orleans Brandão e ainda divide os votos deste campo mais ligado a esquerda.

Isso abre a possibilidade para um segundo turno em 2026.  


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