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Venda de decisões no TJ-MA: entenda quem são os investigados e como funcionava o esquema

Investigação da Polícia Federal aponta esquema de corrupção com negociação de decisões judiciais e apreensão de R$ 284,7 mil.

Ipolítica, com informações do g1

Entenda a investigação sobre venda de decisões no TJ-MA, quem são os investigados e como funcionava o esquema.
Entenda a investigação sobre venda de decisões no TJ-MA, quem são os investigados e como funcionava o esquema. (Divulgação/PF)

SÃO LUÍS - A investigação sobre a venda de decisões no TJ-MA revelou um esquema que envolve magistrados, assessores, advogados e empresários suspeitos de negociar decisões judiciais em processos de alto valor econômico. A operação foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça e segue sob sigilo.

A ação resultou na prisão de um ex-assessor e no afastamento de integrantes do Judiciário. Entenda abaixo:

De acordo com a Polícia Federal, as apurações começaram após uma delação premiada que detalhou a atuação articulada entre os envolvidos para direcionar decisões judiciais.

Quem são os investigados

Entre os principais nomes citados na investigação sobre a venda de decisões no TJ-MA estão o ex-assessor Lúcio Fernando Penha Ferreira, apontado como operador do esquema, e os desembargadores Antônio Pacheco Guerreiro Júnior e Luiz de França Belchior Silva.

Além deles, também são investigados:

  • Juízes de Direito
  • Advogados
  • Assessores e ex-servidores
  • Empresários

Entenda o papel do ex-assessor

Lúcio Fernando Penha Ferreira, conhecido como “assessor ostentação” (entenda mais abaixo), é considerado peça central no esquema de venda de decisões no TJ-MA.

Segundo a investigação, ele atuava como intermediador entre interessados e integrantes do Judiciário. Uma delação aponta que o ex-assessor participou de um acordo para obtenção de decisão favorável mediante pagamento de R$ 250 mil.

Parte do valor, cerca de R$ 150 mil, teria sido entregue em dinheiro vivo, enquanto o restante foi dividido entre outros envolvidos.

Como funcionava o esquema

A venda de decisões no TJ-MA, conforme a PF, seguia um padrão de atuação com divisão de funções entre os investigados.

Entre as principais características do esquema estão:

  • Intermediação de decisões por assessores
  • Negociação de valores para decisões favoráveis
  • Pagamentos em dinheiro e transferências bancárias
  • Direcionamento de julgamentos em processos de alto valor

O objetivo, segundo a investigação, era beneficiar interesses privados por meio da influência em decisões judiciais.

Apreensões e medidas judiciais

Durante a operação, foram apreendidos R$ 284,7 mil em dinheiro em espécie. Também foram cumpridos mandados em cidades do Maranhão e de outros estados.

A Justiça determinou medidas cautelares contra os investigados, incluindo:

  • Prisão preventiva de ex-assessor
  • Afastamento de magistrados
  • Bloqueio de bens que podem chegar a R$ 50 milhões
  • Monitoramento eletrônico

Investigação segue em andamento

As investigações sobre a venda de decisões no TJ-MA seguem sob segredo de Justiça e buscam identificar a extensão do esquema e a participação de outros envolvidos.

As penas máximas para os crimes investigados podem chegar a 42 anos de prisão.

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